Greve dos petroleiros chega ao fim após 16 dias

Trabalhadores aceitaram acordo coletivo

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
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A greve nacional dos petroleiros, iniciada no último dia 15, chegou ao fim nesta terça-feira (30) após a aprovação de um Acordo Coletivo de Trabalho entre trabalhadores e Petrobrás. A decisão foi tomada em uma assembleia realizada no Teatro Municipal Trianon, em Campos dos Goytacazes (RJ), com a participação de mais de 500 funcionários do Sistema Petrobrás.

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Segundo o Sindipetro-NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense), o movimento teve início após a categoria considerar “insuficiente” a contraproposta apresentada inicialmente pela companhia para o ACT (Acordo Coletivo de Trabalho). A nova proposta, negociada ao longo da paralisação, foi aprovada com 446 votos favoráveis, 43 contrários e 6 abstenções, garantindo o encerramento da greve.

Acordo e condições aprovadas

Além da suspensão do movimento, os trabalhadores decidiram manter o Estado de Assembleia Permanente e o Estado de Greve, para assegurar o cumprimento dos compromissos assumidos pela Petrobrás durante as negociações. Também foi aprovado um desconto assistencial de 1% sobre o salário líquido, em três parcelas, para apoio às ações sindicais, com 467 votos favoráveis.

O economista do DIEESE, Cloviomar Cararine, afirmou que a contraproposta trouxe avanços importantes, resultado da mobilização dos trabalhadores, incluindo 83 alterações redacionais e novos benefícios.

Mobilização nas bases

A paralisação durou 16 dias e foi a última entre as bases filiadas à FUP (Federação Única dos Petroleiros) a suspender o movimento. Durante o período, trabalhadores se concentraram diariamente nas sedes do Sindipetro-NF, em Campos e Macaé, organizando ações de convencimento em unidades operacionais, no Heliporto do Farol e no Aeroporto de Macaé.

Posicionamento da Petrobrás

No início da greve, a Petrobrás declarou que “respeita o direito de manifestação dos empregados” e mantém diálogo permanente com as entidades sindicais, independentemente das mobilizações.

A expectativa agora é de que a retomada das atividades ocorra de forma gradual, com atenção às cláusulas negociadas e ao acompanhamento do cumprimento dos compromissos assumidos pela empresa.

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