Morre Benedito Ruy Barbosa, um dos maiores autores da teledramaturgia brasileira, aos 95 anos
Escritor de clássicos como O Rei do Gado, Pantanal, Terra Nostra e Renascer estava internado em São Paulo e morreu em decorrência de complicações de insuficiência renal

O escritor e dramaturgo Benedito Ruy Barbosa morreu na manhã desta terça-feira (7), aos 95 anos, em São Paulo. Segundo a família, ele faleceu em decorrência de complicações causadas por insuficiência renal, após um período de internação no Hospital do Coração (HCor), na capital paulista.
O velório será realizado nesta terça-feira, das 15h às 21h, no Funeral Home, no bairro Bela Vista, em São Paulo. A cerimônia será aberta ao público entre 15h e 16h.
Considerado um dos maiores autores da história da teledramaturgia brasileira, Benedito Ruy Barbosa deixou um legado marcado por novelas que retrataram o campo, os conflitos pela terra, a imigração e as tradições do interior do Brasil. Entre suas obras mais conhecidas estão O Rei do Gado, Pantanal, Renascer, Terra Nostra, Cabocla e Sinhá Moça.
Nascido em Gália, em 17 de abril de 1931, Benedito cresceu na cidade de Vera Cruz, onde viveu em meio às lavouras de café e ao convívio com imigrantes italianos e japoneses. As experiências da infância serviram de inspiração para diversas de suas obras, especialmente O Rei do Gado.
Antes de se tornar novelista, trabalhou em diferentes profissões, incluindo bancário, jornalista, revisor e redator publicitário. Sua trajetória na televisão começou na década de 1960, na extinta TV Tupi, com novelas como Somos Todos Irmãos e O Anjo e o Vagabundo.
Em 1971, estreou na TV Globo com Meu Pedacinho de Chão. O reconhecimento nacional veio a partir da segunda metade da década de 1970, consolidando uma carreira marcada por grandes sucessos.
Ao longo de mais de cinco décadas de trabalho, Benedito Ruy Barbosa escreveu novelas que se tornaram marcos da televisão brasileira e influenciaram diferentes gerações de autores. Muitas de suas obras ganharam novas versões, como Cabocla, Paraíso, Pantanal e Renascer. Os dois últimos remakes foram adaptados por seu neto, Bruno Luperi.
Além da carreira como novelista, Benedito também atuou como repórter e revisor em jornais como O Estado de S. Paulo e Última Hora, além de trabalhar na Gazeta Esportiva e na publicidade.
Com sua morte, a televisão brasileira perde um de seus maiores contadores de histórias, responsável por retratar a cultura rural, a formação do país e personagens que marcaram a memória do público.
Foto: CNN
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