Mulher tem orelha arrancada por namorado em Piracaia

Vítima de 25 anos foi atacada com uma mordida durante evento em restaurante; agressor chegou a ser preso em flagrante, mas responderá ao processo em liberdade

Escrito por: Maria Júlia da Silva Binotto2 min de leitura
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Uma jovem de 25 anos vive momentos de angústia e busca por justiça após ser brutalmente agredida pelo então namorado durante uma festa em um restaurante de Piracaia, na região bragantina. O crime, ocorrido no último fim de semana, resultou na amputação parcial da orelha da vítima, que foi atacada com uma mordida pelo agressor após um desentendimento banal.

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A Agressão

O casal mantinha um relacionamento há seis anos. Segundo o relato da vítima, o agressor, identificado como Wendel Alexander de Oliveira Poloni, demonstrou comportamento controlador durante toda a noite. O ataque aconteceu de forma repentina na fila do bar, após o homem questionar a demora da namorada no banheiro. Ao ouvir que havia fila no local, o suspeito puxou o cabelo da jovem e desferiu a mordida que arrancou um pedaço da orelha da vítima.

Mesmo ferida e em choque, a mulher relatou que continuou sendo xingada pelo agressor antes de ser socorrida por testemunhas. O pedaço da orelha chegou a ser encontrado no chão do estabelecimento, mas, após ser levada à Santa Casa, a equipe médica informou que a reconstrução estética não seria possível. A jovem recebeu sete pontos e convive agora com as marcas permanentes da violência.

Tentativa de Manipulação

Enquanto a vítima recebia atendimento médico, o agressor fugiu para uma área de mata e passou a enviar mensagens e fazer ligações para o celular da jovem. Segundo o boletim de ocorrência, ele tentava manipulá-la para que não registrasse o caso, alegando que estava escondido e precisava de ajuda. A Polícia Militar utilizou a localização compartilhada pelo próprio suspeito para efetuar a prisão em flagrante.

Justiça e Medidas Legais

Apesar da gravidade da lesão e da prisão efetuada pela Guarda Civil Municipal, Wendel Alexander foi solto pela Justiça e responderá ao crime em liberdade. A vítima, que afirmou já ter sofrido agressões anteriores, expressou indignação com a soltura. “Quero muito que seja feita a justiça. Nada justifica”, desabafou em entrevista.

O caso foi registrado como lesão corporal qualificada e violência doméstica, sob as diretrizes da Lei Maria da Penha. A Polícia Civil segue investigando o episódio e a vítima busca agora medidas protetivas para garantir sua segurança.

Tags:ataquedestaquerotativoSão PauloPublicado em:

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