Mulheres protestam em SP por direitos iguais e contra a violência
Milhares de mulheres pararam uma das vias da Avenida Paulista, no centro de São Paulo, no início da noite desta sexta-feira, 8. Contra a violência, a desigualdade, o feminicídio e o desrespeito, elas se juntaram ao movimento de milhões de mulheres que marcharam em diversas cidades do mundo neste Dia Internacional da Mulher para reivindicar…

Milhares de mulheres pararam uma das vias da Avenida Paulista, no centro de São Paulo, no início da noite desta sexta-feira, 8. Contra a violência, a desigualdade, o feminicídio e o desrespeito, elas se juntaram ao movimento de milhões de mulheres que marcharam em diversas cidades do mundo neste Dia Internacional da Mulher para reivindicar seus direitos.
O ato foi marcado ainda pela insatisfação delas com políticos. Em vários momentos, as músicas eram interrompidas por gritos de “ele não”, contra o presidente Jair Bolsonaro. E “Doria também não”, contra o governador tucano de São Paulo. Muitas mulheres também se manifestaram contra a reforma da previdência.
A professora aposentada Marlene Barbosa, de 57 anos, estava acompanhada da neta Isadora, de 3 anos. “Estou aqui e quis trazê-la, porque o meu maior sonho é que ela, quando crescer, não precise lutar por direitos básicos. Estou aqui lutando pelo direito à segurança, igualdade e à minha vida, da minha neta e de todas as mulheres”, disse com a menina no colo.
A publicitária Ana Paula Sousa, de 37 anos, levou o filho Gael, de 8 anos, para que ele compreenda as dificuldades que as mulheres enfrentam e não reproduza comportamentos machistas. “Sempre conversamos e o educamos em casa para que ele trate mulheres com respeito. Trazê-lo aqui é uma forma de mostrar pra ele a importância de tratar todos com igualdade, com respeito.”
Policiamento
A Polícia Militar só autorizou que as manifestantes ocupassem uma das vias da Avenida Paulista, apesar do grande número de pessoas. Por volta das 18h30, algumas mulheres tentaram ocupar a segunda faixa, mas não conseguiram impedir os carros que continuaram trafegando no sentido Paraíso.
Ao menos 30 policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) acompanham o protesto. Eles usam capuzes negros cobrindo os rostos e estão sem a identificação do nome nos uniformes. Um tenente informou que o capuz é antichamas e é utilizado quando há risco de serem atingidos por coquetel molotov.
No entanto, o protesto segue pacífico e sem nenhum incidente. Há famílias e mulheres com crianças de colo.
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