Polícia Civil e MP prendem 11 suspeitos ligados ao Comando Vermelho no RJ

Entre os detidos está um sargento da PM

Escrito por: Da redação2 min de leitura
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público Estadual (MPRJ) deflagraram nesta quinta-feira (2) mais uma fase da Operação Asfixia, contra a expansão territorial do Comando Vermelho (CV). A ação tem como alvo o avanço da facção para a Região Serrana, especialmente em Petrópolis, a partir do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio.

Segundo as autoridades, 11 pessoas foram presas até o momento. Entre elas estão:

Bruno da Cruz Rosa, sargento da Polícia Militar lotado no 20º BPM (Mesquita), acusado de repassar informações ao tráfico;

Robson Esteves de Oliveira, assessor especial da Prefeitura de Petrópolis, que foi exonerado após a prisão.

Informantes na mira

De acordo com o delegado Victor Barbosa, o PM Bruno da Cruz Rosa recebia dinheiro e benefícios em troca de alertar os criminosos sobre operações policiais na Região Serrana. Já o assessor Robson Esteves também teria compartilhado dados sigilosos com a facção.

Confrontos e logística do crime

A operação mobilizou agentes da 106ª DP (Itaipava), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e promotores do Gaeco/MPRJ. Ao todo, foram expedidos 18 mandados de prisão e 51 de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 700 mil em bens ligados ao esquema.

Na Maré, equipes foram recebidas a tiros no Parque União, onde atuaram blindados e dois helicópteros. Segundo as investigações, Petrópolis funcionava como entreposto estratégico para o tráfico na Região Serrana. A logística era coordenada por Wando da Silva Costa, o Macumbinha, e Luis Felipe Alves de Azevedo, considerados foragidos.

Impactos na população

A violência afetou serviços essenciais:

Educação: 30 escolas municipais na Maré foram impactadas, e duas unidades estaduais tiveram de ser fechadas.

Saúde: uma Clínica da Família suspendeu o atendimento e outra interrompeu visitas externas.

Notas oficiais

A Prefeitura de Petrópolis afirmou que não tinha conhecimento das atividades ilícitas de Robson Esteves e confirmou a exoneração imediata. Já a Polícia Militar informou que o sargento será conduzido a unidade prisional e responderá a processo administrativo disciplinar, reforçando que não compactua com desvios de conduta.

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