PDG encerra 2018 com dívida líquida de R$ 2,639 bilhões
A PDG Realty encerrou 2018 com dívida líquida de R$ 2,639 bilhões, alta de 7,3% ante 2017. O patrimônio líquido ficou negativo em R$ 3,999 bilhões no fim do ano passado, ante um número, também negativo, de R$ 3,228 bilhões em 2017. Os ativos totais diminuíram 16,6% de um ano para o outro, de R$ 2,969 bilhões para R$ 2,476 bilhões. Por fim as…

A PDG Realty encerrou 2018 com dívida líquida de R$ 2,639 bilhões, alta de 7,3% ante 2017. O patrimônio líquido ficou negativo em R$ 3,999 bilhões no fim do ano passado, ante um número, também negativo, de R$ 3,228 bilhões em 2017. Os ativos totais diminuíram 16,6% de um ano para o outro, de R$ 2,969 bilhões para R$ 2,476 bilhões. Por fim as disponibilidades de caixa diminuíram em 35,2% entre os períodos, de R$ 213 milhões para R$ 138 milhões.
No relatório que acompanha as demonstrações, a empresa diz que a dívida bruta extraconcursal foi reduzida em R$ 28 milhões (-1%) entre o terceiro e quarto trimestre de 2018, “reflexo da amortização de R$ 156 milhões realizada no período”. “Durante 2018, as amortizações totalizaram R$ 358 milhões, contudo, a dívida bruta aumentou R$ 105 milhões (+4%) devido aos juros incorridos e à correção monetária”.
Segundo a empresa, considerando a diminuição de R$ 96 milhões nas disponibilidades, a dívida líquida aumentou R$ 68 milhões (+3%) na comparação entre o terceiro e o quarto trimestre de 2018. No ano, a dívida líquida aumentou R$ 180 milhões (+7%).
Já no que diz respeito às dívidas concursais, houve redução de R$ 71 milhões (3%) entre os dois últimos trimestre de 2018. “Essa redução é explicada pelo pagamento das parcelas previstas no Plano de Recuperação Judicial, aos credores das classes I, III e IV que escolheram a opção de pagamento ‘A’. Além disso, ainda conforme previsto no Plano de Recuperação, realizamos uma dação em pagamento no valor de R$ 39 milhões”.
No ano, a dívida concursal foi reduzida em R$ 94 milhões (11%), devido “ao pagamento das 6 parcelas previstas no Plano, aos credores das classes I, III e IV, totalizando aproximadamente R$ 91,0 milhões; ao aumento de capital, com o qual convertemos R$ 74,2 milhões de dívida em equity; e à dação em pagamento”
Prejuízo
A construtora registrou prejuízo líquido de R$ 130 milhões no quarto trimestre de 2018, após lucro de R$ 1,281 bilhão em igual intervalo de 2017. No ano passado todo, o prejuízo da companhia atingiu R$ 839 milhões, ante ganho de R$ 173 milhões no exercício imediatamente anterior.
A receita operacional líquida da PDG ficou negativa em R$ 107 milhões nos últimos três meses de 2018, ante resultado positivo de R$ 167 milhões de outubro a dezembro de 2017. No exercício completo, a receita foi de R$ 213 milhões, 53,4% menos ante os R$ 458 milhões obtidos em 2017.
Sem lançamentos ao longo do ano passado, a construtora anotou vendas brutas de R$ 107 milhões no último trimestre de 2018, o que resultou num total de R$ 333 milhões em todo o exercício. Em 2017, a PDG havia tido vendas brutas de R$ 94 milhões no último trimestre do ano e de R$ 275 milhões no exercício completo.
As vendas líquidas contratadas totalizaram R$ 62 milhões de outubro a dezembro de 2018, queda de 22,8% ante igual intervalo de 2017. No ano, foram de R$ 140 milhões, revertendo o número negativo de R$ 69 milhões de 2017. O estoque a valor de mercado da PDG encerrou 2018 em R$ 1,891 bilhão, queda de 14,6% ante 2017, quando acabou o ano em R$ 2,214 bilhões.
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