Inadimplência no crédito atinge novo recorde em agosto, aponta Banco Central

Percentual chegou a 5,04% no Sistema Financeiro Nacional; inadimplência entre pessoas físicas também alcançou maior nível da série histórica

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
Banco Central

A inadimplência da carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu um novo recorde em agosto, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (29). O percentual chegou a 5,04%, uma alta de 0,1 ponto percentual em relação a julho.

Na comparação com agosto do ano passado, o aumento foi de 0,9 ponto percentual. Em julho, a inadimplência havia alcançado 4,9%, até então o maior nível da série histórica.

Os dados consideram as operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional.

Inadimplência entre pessoas físicas sobe

Entre as pessoas físicas, a taxa de inadimplência aumentou 0,2 ponto percentual em agosto e chegou a 6%. O índice também representa o maior patamar da série histórica.

Já nas operações de crédito para pessoas jurídicas, a taxa permaneceu estável em 3,3% no período.

Os números mostram, portanto, comportamentos diferentes entre famílias e empresas no mês de agosto, com a alta da inadimplência concentrada nas operações destinadas às pessoas físicas.

Endividamento das famílias

O Banco Central também divulgou dados sobre o endividamento das famílias referentes a julho. O indicador ficou em 49,9%, mantendo estabilidade em relação ao mês anterior.

O resultado ocorre após a implementação do Desenrola Brasil 2.0, programa lançado em maio com o objetivo de facilitar a renegociação de dívidas e reduzir os níveis de inadimplência e endividamento da população.

Mesmo com as medidas de renegociação, a inadimplência do crédito atingiu novo recorde em agosto.

Governo lança nova etapa do Desenrola

Na semana passada, o governo anunciou uma nova etapa do programa de renegociação de dívidas, o Desenrola 3.0.

A terceira versão tem como público-alvo famílias com dívidas em atraso entre dois anos e quatro anos e meio. A iniciativa prevê condições para renegociação dos débitos e busca ampliar o acesso da população às alternativas de regularização financeira.

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