Polícia prende três membros do PCC suspeitos de mandar matar ex-delegado Ruy Ferraz

12 pessoas foram indiciadas por suposto envolvimento direto e indireto

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
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A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na manhã desta terça-feira (13), três integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeitos de envolvimento na execução do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, assassinado em 2025, em Praia Grande, na Baixada Santista. A informação foi confirmada por fontes ligadas à investigação.

As prisões ocorreram durante uma operação integrada coordenada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e do Deinter-6, responsável pela região de Santos. Ao todo, a ação mobilizou cerca de 80 policiais civis e teve como objetivo o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária, dentro da segunda fase da investigação.

De acordo com a apuração, os presos foram identificados como Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como “Manezinho” ou “Manoelzinho”; Fernando Alberto Teixeira, apelidado de “Azul” ou “Careca”; e Marcio Serapião de Oliveira, conhecido como “Velhote” ou “MC”. Eles são apontados como integrantes da facção criminosa e suspeitos de ordenar o assassinato do ex-delegado.

Investigações avançam

Em novembro do ano passado, a Polícia Civil já havia indiciado 12 pessoas por envolvimento direto e indireto no crime. Na ocasião, a corporação solicitou a prisão preventiva dos investigados pelos crimes de homicídio qualificado consumado e tentado, porte ou posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e integração a organização criminosa.

Segundo as autoridades, a operação desta terça-feira representa um avanço significativo no esclarecimento do caso, considerado um dos mais complexos e violentos registrados recentemente no litoral paulista.

Execução planejada

Ruy Ferraz Fontes foi morto no dia 15 de setembro de 2025, após cair em uma emboscada em Praia Grande. De acordo com a investigação, o ex-delegado foi perseguido em alta velocidade, teve o carro capotado e, em seguida, foi atingido por mais de 20 disparos de fuzil.

Após a execução, os veículos utilizados pelos criminosos — todos roubados — foram abandonados. Um deles chegou a ser incendiado na tentativa de eliminar provas e dificultar o trabalho da perícia.

A análise inicial da ação criminosa apontou um planejamento detalhado e alto grau de conhecimento técnico por parte dos executores, o que reforçou a suspeita de envolvimento do crime organizado. As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer completamente a cadeia de mando do assassinato.

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