Sem ampliação de programa, Câmara Municipal de SP prorroga auxílio de R$ 100 por 3 meses
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Sem concessões para ampliar o programa de auxílio emergencial municipal, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta-feira (24) em segunda votação o projeto para prorrogar por mais três meses o auxílio emergencial paulistano, no valor de R$ 100. O projeto foi aprovado com 52 votos favoráveis e nenhum…

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Sem concessões para ampliar o programa de auxílio emergencial municipal, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta-feira (24) em segunda votação o projeto para prorrogar por mais três meses o auxílio emergencial paulistano, no valor de R$ 100.
O projeto foi aprovado com 52 votos favoráveis e nenhum contrário.
O programa paulistano foi pensado para atender aos beneficiários do Bolsa Família cadastrados até o ano passado. O projeto foi encampado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) em 2020, ainda durante a campanha eleitoral –inicialmente, Celso Russomanno (Republicanos), tinha uma proposta com esse intuito.
Agora, a gestão não aceitou propostas de vereadores da oposição e também da base para ampliar o programa, incluindo, por exemplo, pessoas que estão sem nenhum benefício e aguardam na fila da Bolsa Família.
O projeto atende 1,287 milhão de pessoas que já recebem o valor, com investimento de R$ 420 milhões.
“Gostaria de poder dar muito mais para quem precisa, mas nós precisamos ter responsabilidade em dizer que a gente pode dar aquilo que a gente tem condição”, disse o vereador Fabio Riva (PSDB), líder do governo na Câmara. Com isso, o projeto mantém atendimento apenas às pessoas inscritas no Bolsa Família até setembro do ano passado, ambulantes e dá valor duplicado a famílias com portadores de deficiência.
Apesar de contrariada, a oposição votou favoravelmente ao projeto da gestão Covas.
A cidade de São Paulo tem ao menos 320 mil pessoas em situação de alta vulnerabilidade que estão de fora da lista dos beneficiários auxílio emergencial municipal e também aguardam para serem incluídos no Bolsa Família. Uma demanda do PT é incluir esse contingente.
O vereador Antonio Donato (PT) rebateu o argumento de falta de verba, afirmando que a prefeitura tem dinheiro em caixa para pagar a ampliação.
“Tem 137 mil famílias, que já estão inscritas no Bolsa Família, tem conta no banco, cadastradas, mas que o governo federal não as incluiu no Bolsa Família ainda. E a gente esperava que pelo menos essas famílias fossem incluídas, com um custo de mais R$ 100 milhões, para quem tem um superávit de R$ 5 bilhões no mínimo”, disse. “Não me venham com a coversa mole que não tem dinheiro. Não tem disposição política”.
O PT argumenta que a cidade de São Paulo fechou o ano da pandemia em situação favorável, uma vez que recebeu verbas federais e teve sua dívida com a União suspensa. O caixa da prefeitura no último ano foi de R$ 18 bilhões, segundo fluxo oficial.
O PSOL propôs aumentar o auxílio para R$ 350. “Eles querem R$ 100 e mais nada para o mesmo número de pessoas do ano passado, sendo que muito mais gente entrou na pobreza”, disse Luana Alves (PSOL), líder do partido.
VACINA
A Câmara, no entanto, incluiu no projeto uma proposta originalmente do vereador Donato, que permite ao município comprar vacinas no caso de o governo federal não fornecer imunizantes suficientes. As vacinas terão que ser aprovadas pela Anvisa ou, em caso de descumprimento do prazo, por agências internacionais.
Posts Relacionados

Raízen oferta mais de 340 vagas em novo processo seletivo para Jovem Aprendiz

Feijão-preto dispara 91% em 2026 e atinge o maior preço em dois anos

Jovem atacada a faca pelo namorado após comemorar reeleição de Lula recebe alta no RN
