Show de cantora reúne multidão sem máscara em cidade do Pará
BELÉM, PARÁ (FOLHAPRESS) – Um show da cantora Mariana Fagundes reuniu uma multidão no município de Tailândia, a 200 km de Belém, no sábado (17). A aglomeração, não recomendada em meio à pandemia do coronavírus, viralizou nas redes sociais. A cena ocorre uma semana depois de a inauguração de uma loja da Havan em Belém ter provocado concentração…

BELÉM, PARÁ (FOLHAPRESS) – Um show da cantora Mariana Fagundes reuniu uma multidão no município de Tailândia, a 200 km de Belém, no sábado (17). A aglomeração, não recomendada em meio à pandemia do coronavírus, viralizou nas redes sociais.
A cena ocorre uma semana depois de a inauguração de uma loja da Havan em Belém ter provocado concentração de pessoas na entrada e escadas rolantes, com parte dos funcionários sem máscara. Após a aglomeração, a polícia fechou o local, e o gerente da loja foi levado para a delegacia para prestar esclarecimentos sobre desrespeito às normas sanitárias.
Mariana Fagundes retornou aos palcos, no Pará, durante um evento agropecuário. Nas imagens divulgadas pela própria artista, em suas redes sociais, é possível ver que praticamente ninguém usava máscara nem mantinha o distanciamento social, práticas recomendadas por autoridades de saúde para evitar a propagação do vírus.
“Eu tô de volta, Pará. Ai, meu Deus, que saudade disso. Que alegria sentir o calor das pessoas de perto”, disse a cantora ao público durante sua apresentação.
Em nota, a Prefeitura de Tailândia informou que o show não foi contratado pela administração pública, mas reiterou que o evento tinha autorização para ocorrer. “O município adota suas próprias medidas de segurança” por orientação do governo do estado, diz o texto. Ainda segundo a nota, a taxa de contágio da Covid-19 no município é estável e apresenta tendência de queda.
O show da cantora, segundo a prefeitura, seguiu “todos os protocolos e controle sanitário, com medição de temperatura e distribuição de máscaras e álcool em gel”.
A cantora, via assessoria de imprensa, disse que voltar aos palcos foi uma questão de sobrevivência. “Ficamos oito meses sem fazer shows. O mercado clama por volta. É sobrevivência. Todas as outras profissões estão voltando, mas o músico, o cantor, os fornecedores não podem trabalhar, nem mesmo na cidade em que está liberado o evento? Todas as vidas importam, menos a de quem trabalha com entretenimento? Fiz o que sei fazer muito bem”.
O Sindicato Rural de Tailândia, que realizou o evento, não quis se pronunciar nem informou o valor do cachê pago à artista.
Segundo a prefeitura, há 2.615 casos confirmados da Covid-19 na cidade e 45 óbitos. Em todo o Pará, foram 6.682 mortos pela doença, com 241.262 casos confirmados.
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