Três familiares que comeram bolo no RS tinham arsênio no sangue
Substância é extremamente tóxica e pode levar à morte

Os primeiros resultados de análises laboratoriais feitas indicaram a presença de arsênio no sangue de uma das vítimas e dos dois sobreviventes que comeram o bolo que levou à morte de três pessoas na cidade de Torres, no Rio Grande do Sul . A substância é extremamente tóxica e pode levar à morte.
Os resultados foram coletados pelo Hospital Nossa Senhora dos Navegantes e a informação foi confirmada à RBS TV pelo delegado Marcos Vinícius Veloso, responsável pelas investigações do caso.
Para chegar ao resultado, o laboratório analisou sangue da mulher que fez o bolo , do sobrinho-neto dela, que tem 10 anos, e de Neuza Denize Silva dos Anjos, que morreu após comer o doce.
A tia e o sobrinho — que não tiveram nomes divulgados — continuam internados e estão “clinicamente estáveis”, de acordo com o boletim médico divulgado nesta manhã.
“O próprio hospital levou o material para o Centro de Informação Toxicológica. Nesse centro, foi constatado arsênio no sangue de duas vítimas que sobreviveram, que estão no hospital ainda, e de uma mulher que morreu, a dona Neuza”, afirmou o delegado à emissora.
Outras mortes
Neuza, no entanto, não foi a única que morreu após comer o doce. Além dela, outras duas pessoas morreram no intervalo de algumas horas.
Segundo o hospital, Tatiana Denize Silva dos Santos e Maida Berenice Flores da Silva tiveram parada cardiorrespiratória. Já a causa da morte de Neuza foi divulgada como “choque pós intoxicação alimentar”.
O caso
Sete pessoas da mesma família começaram a passar mal durante um café da tarde em uma casa na última segunda-feira (23) e, dessas, apenas uma não teria comido o bolo. A mulher que fez o doce em Arroio do Sal e levou para Torres também foi hospitalizada.
Os corpos das três vítimas foram encaminhados para necropsia no Instituto-Geral de Perícias (IGP). Os resultados devem ser divulgados na próxima semana.
O delegado informou que o ex-marido da mulher que preparou o bolo morreu em setembro por intoxicação alimentar . A morte, no entanto, não chegou a ser investigada pela polícia por ter sido considerada natural. Os policiais instauraram, agora, um inquérito sobre o caso e pediram a exumação do corpo.
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