Bulas Semanais: A coluna de Felipe Cury
Parque Vicentina Aranha é destaque da semana

O PENSAMENTO
THE LITLLE CENTRAL PARK (NOSSO PARQUE “VICENTINA ARANHA”) – “Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos: conservar os velhos” – Elmer G Letterman
O FATO
Há uns 30 anos seria o casamento de minha filha Flávia, querida, amada e um prêmio de Deus, com o saudoso e inesquecível, FABÃO. Léa e eu nos esmeramos na busca e uma Igreja que acolhesse a nós e às pessoas queridas. A escolha recaiu sobre o Santuário do Parque “Vicentina Aranha”. Envidamos nossos esforços junto às Paróquias, com êxito. Mas, esbarramos nos horrendos muros da má vontade junto à Administração do “Parque”, na Santa Casa de São Paulo.
Aquela administração, na época, era feita por um tal Provedor, velho, mal humorado. Paulistano da gema, sem identidade nenhuma com nossa Terra. Era a “otoridade maior, (com O maiúsculo com poder de esconder o Parque da Cidade. Uma pena, porque o “Vicentina Aranha” já era – verdadeiro Oasis da região, frondoso, arborizado. Florido e precioso. Porém era hermeticamente fechado, com muros escomunais, de péssimo gosto arquitetônico que misturava tijolos, adobes, cacos, numa feiura imensa. Mas, impedia o alcance visual daqueles que por ali passavam. Essa tirania durava e duraria anos, até que em 2006 o então Prefeito Eduardo Cury (joseense) adquiriu pela Prefeitura os 84 mil m2 e 3.000 de área construída, dando a cidade esse benefício imortal.
UM POUCO DE HISTÓRIA: A construção do majestoso Parque nasceu da visão altruística da Sra VICENTINA DE QUEIRÓZ ARANHA, matriarca da família SETÚBAL, no início dos anos 1.900 (foi inaugurado em 1.924, como sanatório). transformando-se no principal centro de tratamento à tuberculose da América do Sul, em arquitetura pavilhonar, de autoria do renomado escritório de RAMOS DE AZEVEDO.
Os trabalhos, liderados pela visionária Sra Vicentina Aranha foram exitosos e aprovados pela SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO. Em 1.924, era Governador de São Paulo, WASHINGTON LUIZ – mais tarde Presidente da República do Brasil. O espaço foi transformado em parque público, sob a gestão da AFAC, organização Social de Cultura e, nos dez anos seguintes, tornando-se importante centro cultural e de qualidade de vida. Era uma verdadeira floresta urbana, composta de mais de 100 espécies arbóreas, com mais de 3.000 árvores, um patrimônio natural imensurável.
É muito importante o reconhecimento de homens de bem que muito fizeram para o melhor aproveitamento para o Parque da Cidade. Evidentemente que morro de medo de omitir essa ou aquela personalidade, mas os esquecidos me perdoem, porque eles são tão bons que lhes é fácil perdoar.
Assim sendo, menciono Dr. Olavo Setúbal (e toda sua família extraordinária), Dr. Fernando Mendonça (Primeiro Diretor do INPE), Luiz Paulo Costa (brilhante jornalista e vereador incansável e idealista); Paulo Rodolfo Locatelli (joseense autêntico), Ednardo José de Paula Santos (ex prefeito de imensa visão de futuro e um dos melhores provedores do nosso Parque). Enfim, outros, muitos outros.
Na fase moderna menciono ÂNGELA TORNELLI dedicada e idealista. E para encerrar essa majestosa galeria: ALDO ZONZINNI FILHO, Filho de Aldo Zonzinni, professor emérito e secretário idôneo de nossa Faculdade de Direito. ALDINHO, foi Presidente da OAB, Secretário de Assuntos Jurídicos da Prefeitura, Presidente da Fundação Cultural (belo e honrado currículo). Agora (sem precisar chamar os bombeiros) ele está incendiando o PARQUE “VICENTINA ARANHA”. Pôs o nosso Parque no seu devido lugar: junto ao povo semeando cultura, laser, qualidade de vida, com programação crescente, dinâmica, variada. O povo é altamente frequentador do NOSSO PARQUE. Nem que seja apenas para admirar as mais de 100 galinhas d’angola.
COLUNISTA
Felipe Antônio Cury, mineiro de Três Corações, reside há mais de 60 anos em São José dos Campos.
Formado em Ciências Jurídicas e Administrativas, pela Fundação Joseense de Ensino, foi Professor de Língua Portuguesa e Comunicação, na Escola Técnica “Olavo Bilac”.
Foi presidente da ACI – Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos, por 8 anos, além de ocupar outros importantes cargos em diversas instituições do município.
