Caixa d’agua interditada é motivo de preocupação em Juquehy
A moradora Simone Carvalho, de Juquehy, na costa sul, que também é membro da Associação de Pais e Mestres da Escola Municipal Nair Ribeiro, está preocupada com a caixa d’água da unidade escolar. Segundo ela, a Defesa Civil esteve na escola, interditou o equipamento e isolou a área, no final de maio, mas a proximidade da caixa em relação à passagem utilizada pelos alunos para o refeitório deixa Simone em estado de alerta, bem como a prática de educação física, próxima ao local


Defesa Civil de São Sebastião descarta risco de desabamento
Jorge Mesquita/Imprensa Livre
A moradora Simone Carvalho, de Juquehy, na costa sul, que também é membro da Associação de Pais e Mestres da Escola Municipal Nair Ribeiro, está preocupada com a caixa d’água da unidade escolar. Segundo ela, a Defesa Civil esteve na escola, interditou o equipamento e isolou a área, no final de maio, mas a proximidade da caixa em relação à passagem utilizada pelos alunos para o refeitório deixa Simone em estado de alerta, bem como a prática de educação física, próxima ao local.
“A passagem para o refeitório fica ao lado dessa área; apesar de eles terem cercado a caixa, já ocorreu de crianças pularem a grade para buscar uma bola que havia caído lá perto. Se interditaram é porque tinha risco de cair”, conta a mãe que sempre orienta a filha a passar longe do local.
Simone conta que logo após o início do recesso escolar, houve uma reunião entre o prefeito Ernane Primazzi e pais de alunos, para a entrega de um abaixo-assinado solicitando uma nova escola no bairro. “Na ocasião, também conversamos sobre a questão da caixa d’água que havia sido interditada, por ter sido construída em cima de um olho d’água; foi falado que iam aproveitar as férias para derrubá-la e construir uma outra, em 20 dias. Mas, para a minha surpresa, as férias acabaram e a caixa d’água interditada continua lá”. “Só falta ter que interromper as aulas para fazer a obra, por que não fizeram nas férias?”, indaga.
A reportagem entrou em contato com a Defesa Civil que, de pronto, descartou o risco de desabamento. “Nós nos antecipamos a isso porque reduzimos a capacidade dela, que era de 7 mil litros, para 3 mil litros, depois de encontrado um vazamento no 7º anel dela – ao todo são 16. Esse vazamento estava deixando o solo mais fofo e, como reduzimos o peso vertical, que era de 7 toneladas, para 3, a estrutura não corre mais o risco de cair”, explica o chefe da Defesa Civil, Carlos Eduardo dos Santos, o Carlão.
Ele também explica que a caixa d’água interditada vai ser retirada do local por ter sido construída em cima de um lençol freático. “Uma outra área será escolhida para a alocação da nova caixa d’água”.
Em relação à preocupação da mãe quanto à segurança no local, Carlão alega que a área foi isolada com faixas, tapumes e grade. “Mas sabe como é criança, eles tiram mesmo”. No entanto, o chefe da Defesa Civil declarou que a equipe faz visitas semanais ao local e presta a orientação de que a atenção seja redobrada em relação às crianças. “Aquele chão é escorregadio e pode provocar acidentes”.
Questionada pela reportagem, a prefeitura de São Sebastião não comentou se de fato houve atraso na intervenção do local, nem disse se haveria, de fato, a interrupção das aulas para a substituição da caixa d’água interditada, mas que a mesma vem sendo providenciada “e que os alunos não vêm sofrendo nenhum prejuízo com a medida. A previsão é que em 20 dias o novo aparelho já esteja instalado”.
Posts Relacionados


Ecomuseu CSJ realiza Mutirão no Dia Mundial da Limpeza no Jardim Pararangaba

Semana Nacional do Trânsito tem ações educativas nas rodovias do Vale do Paraíba
