Caixa d’agua interditada é motivo de preocupação em Juquehy

A moradora Simone Carvalho, de Juquehy, na costa sul, que também é membro da Associação de Pais e Mestres da Escola Municipal Nair Ribeiro, está preocupada com a caixa d’água da unidade escolar. Segundo ela, a Defesa Civil esteve na escola, interditou o equipamento e isolou a área, no final de maio, mas a proximidade da caixa em relação à passagem utilizada pelos alunos para o refeitório deixa Simone em estado de alerta, bem como a prática de educação física, próxima ao local

Escrito por: Cris Lopes3 min de leitura
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2014 - Prefeitura de São Sebastião planeja substituição de equipamento em menos de um mês; Defesa Civil descarta risco de desabamento (Jorge Mesquita/Imprensa Livre)

Defesa Civil de São Sebastião descarta risco de desabamento

Jorge Mesquita/Imprensa Livre

A moradora Simone Carvalho, de Juquehy, na costa sul, que também é membro da Associação de Pais e Mestres da Escola Municipal Nair Ribeiro, está preocupada com a caixa d’água da unidade escolar. Segundo ela, a Defesa Civil esteve na escola, interditou o equipamento e isolou a área, no final de maio, mas a proximidade da caixa em relação à passagem utilizada pelos alunos para o refeitório deixa Simone em estado de alerta, bem como a prática de educação física, próxima ao local.

“A passagem para o refeitório fica ao lado dessa área; apesar de eles terem cercado a caixa, já ocorreu de crianças pularem a grade para buscar uma bola que havia caído lá perto. Se interditaram é porque tinha risco de cair”, conta a mãe que sempre orienta a filha a passar longe do local.

Simone conta que logo após o início do recesso escolar, houve uma reunião entre o prefeito Ernane Primazzi e pais de alunos, para a entrega de um abaixo-assinado solicitando uma nova escola no bairro. “Na ocasião, também conversamos sobre a questão da caixa d’água que havia sido interditada, por ter sido construída em cima de um olho d’água; foi falado que iam aproveitar as férias para derrubá-la e construir uma outra, em 20 dias. Mas, para a minha surpresa, as férias acabaram e a caixa d’água interditada continua lá”. “Só falta ter que interromper as aulas para fazer a obra, por que não fizeram nas férias?”, indaga.

A reportagem entrou em contato com a Defesa Civil que, de pronto, descartou o risco de desabamento. “Nós nos antecipamos a isso porque reduzimos a capacidade dela, que era de 7 mil litros, para 3 mil litros, depois de encontrado um vazamento no 7º anel dela – ao todo são 16. Esse vazamento estava deixando o solo mais fofo e, como reduzimos o peso vertical, que era de 7 toneladas, para 3, a estrutura não corre mais o risco de cair”, explica o chefe da Defesa Civil, Carlos Eduardo dos Santos, o Carlão.

Ele também explica que a caixa d’água interditada vai ser retirada do local por ter sido construída em cima de um lençol freático. “Uma outra área será escolhida para a alocação da nova caixa d’água”.

Em relação à preocupação da mãe quanto à segurança no local, Carlão alega que a área foi isolada com faixas, tapumes e grade. “Mas sabe como é criança, eles tiram mesmo”. No entanto, o chefe da Defesa Civil declarou que a equipe faz visitas semanais ao local e presta a orientação de que a atenção seja redobrada em relação às crianças. “Aquele chão é escorregadio e pode provocar acidentes”.

Questionada pela reportagem, a prefeitura de São Sebastião não comentou se de fato houve atraso na intervenção do local, nem disse se haveria, de fato, a interrupção das aulas para a substituição da caixa d’água interditada, mas que a mesma vem sendo providenciada “e que os alunos não vêm sofrendo nenhum prejuízo com a medida. A previsão é que em 20 dias o novo aparelho já esteja instalado”.

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