Câmara cria comissão para acompanhar arremate do Brinco de Ouro

Uma comissão de Representação vai ser formada para acompanhar os trabalhos envolvendo o arremate do estádio do Guarani, o Brinco de Ouro, promovido pela Justiça do Trabalho. A Procuradoria da Câmara Municipal de Campinas deu o aval, depois de analisar a solicitação do presidente da Casa, vereador Rafa Zimbaldi (PP). Zimbaldi justifica o acompanhamento nas […]

Escrito por: Cláudia Kojin2 min de leitura
fundo_placeholder-023136

Uma comissão de Representação vai ser formada para acompanhar os trabalhos envolvendo o arremate do estádio do Guarani, o Brinco de Ouro, promovido pela Justiça do Trabalho.

A Procuradoria da Câmara Municipal de Campinas deu o aval, depois de analisar a solicitação do presidente da Casa, vereador Rafa Zimbaldi (PP). Zimbaldi justifica o acompanhamento nas repercussões do caso e interesse da sociedade.

“O Guarani é uma instituição de toda a cidade. Por isso essa comissão acompanhará os processos e analisará tudo o que está sendo feito, de modo que o Legislativo se faça presente no processo, verificando tudo de perto e trazendo as informações que considerar relevantes a esta Casa e à população”, diz Rafa.

No próximo dia 22, o presidente deve indicar os parlamentares que comporão o grupo.

Entenda o caso

Em março em audiência publica com os representantes do Guarani, empresas interessas e poder público e  a juíza Ana Cláudia Torres Vianna, titular da 6º Vara do Trabalho aceitou a oferta da Maxion Empreendimentos imobiliários para a compra do Brinco. Como as ofertas no leilão anterior não agradaram nem à Justiça nem ao Guarani, o objetivo do encontro era detalhar as intenções das empresas para buscar um consenso.

No leilão foram apresentadas três propostas de empresas interessadas que foram rejeitadas pela Justiça e credores. Na audiência, a Maxion mostrou interesse e ofereceu o valor de R$ 105 milhões, sem condicionantes, com pagamento de 30% à vista e depois em 12 parcelas iguais.  Como as execuções trabalhistas estão em torno de R$ 60 milhões, sobrariam R$ 45 milhões, a serem colocados à disposição para os débitos fiscais. Só após disso que o clube poderá ficar com o resto do dinheiro.

Diante dos recursos jurídicos disponíveis, Ana Claudia prevê até um ano para que o Guarani seja despejado e a Maxion assuma como nova proprietária do local.  O grupo, que ainda não tem um projeto sobre o que fazer com a área do Brinco, descarta a utilização do local para jogos. O clube, por sua vez, aposta em embargos para manter o patrimônio.

Publicado em: