Candidato Eduardo Campos morre em queda de avião em Santos

O candidato a presidência Eduardo Campos morreu nesta quarta-feira (13) aos 49 anos em um acidente envolvendo seu jato particular em Santos. Outras sete pessoas estava a bordo. De acordo com o Corpo de Bombeiros, não há sobreviventes.

Escrito por: Do Meon*3 min de leitura
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O candidato à presidência Eduardo Campos morreu, na manhã desta quarta-feira (13), na queda de um avião em Santos. Outras sete pessoas estavam a bordo do jato. De acordo com o Corpo de Bombeiros, não há sobreviventes.

A aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá. Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo, mas colidiu contra algumas casas.

Campos tinha uma entrevista marcada com uma emissora local e a equipe do candidato não conseguiu contato após as notícias do acidente.

O deputado Júlio Delgado, presidente do diretório do PSB em Minas Gerais, afirmou que não há sobreviventes no acidente. Delgado foi informado pelo Broadcast Político sobre o acidente e imediatamente ligou para o deputado e presidente do diretório do PSB em São Paulo, Márcio França, que confirmou o acidente envolvendo o candidato à presidência da República.

“A gente está atordoado. O Eduardo não conseguiu descer [o avião não conseguiu pousar], não há sobreviventes na aeronave. É uma perda irreparável”, disse o deputado visivelmente emocionado.

A ministra do Tribunal de Contas da União, Ana Arraes, deixou o prédio da Corte de forma discreta e sem falar com a imprensa ao saber das informações sobre a queda de um avião que transportava seu filho Eduardo Campos.

De acordo com a Infraero, além do candidato, estavam na aeronave , o assessor Carlos Augusto Leal, o fotógrafo Alexandre Gomes Santos, o assessor Paulo Valadares Neto, o cinegrafista Marcelo Lira e os pilotos Marcos Martins e Geraldo da Cunha.

Histórico
Nascido em 10 de agosto de 1965, em Recife (PE), Eduardo Henrique Accioly Campos formou-se em economia pela Univerdiade Federal de Pernambuco, onde começou a atuar na militância política em 1985. De família política, Eduardo Campos era filho da ex-deputada e atual ministra do TCU Ana Arraes e neto do ex-governador Miguel Arraes -morto em 13/8/2005-, o político estava em campanha pela presidência do Brasil.

Em 1986, após participar da reeleição do avô ao governo de Pernambuco, Eduardo Campos se tornou chefe de gabinete. Em 1990, se filiou ao PSB (Partido Socialista Brasileiro), pelo qual foi eleito deputado estadual. Quatro anos depois chegou ao Congresso Nacional com 133 mil votos. Em 1995 foi secretário do governo e, no ano seguinte, secretário da Fazenda.

Em 1998, Campos foi reeleito para a Câmara Federal como deputado mais votado de Pernambuco. Em seu terceito mandato como deputado federal, em 2002, foi um dos principais articuladores do governo Lula. Em 2003 ficou à frente do Ministério da Ciência e Tecnologia, durante o primeiro mandato de Lula.

Em 2005, o político assumiu a presidência nacional do PSB e, em 2006, se licenciou do cargo para concorrer ao governo de Pernambuco, sendo eleito. Em 2010 foi reeleito com 82,84% dos votos.

Em 2013, após desentendimentos com o PT, deixou cargos que ocupava no governo federal e a base governista, se lançando como candidato a presidente em chapa com a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (PSB/REDE), terceira colocada na eleição presidencial de 2010. 

Eduardo Campos deixa mulher e cinco filhos.

(* com informações do Estadão.com)

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