Carro sem tela já era
As pessoas não se desconectam de seus smartphones


Tecnologia My Link da linha de veículos da Chevrolet
Divulgação
Até recentemente, estilo e motor eram os fatores que mais influenciavam a decisão de compra de automóvel. Hoje, a palavra conectividade ganhou tanta relevância que, nos lançamentos à imprensa, a apresentação desses recursos costuma até mesmo preceder informações como potência ou número de marchas.
A razão é simples: as pessoas – especialmente os jovens – não se desconectam de seus smartphones. Então, coube às montadoras adaptar os carros a essa realidade, e integrar os celulares à plataforma multimídia do veículo. Também de olho nos jovens, essa tecnologia não está restrita aos automóveis mais caros. Já há muitos carros de entrada, com motor 1.0, equipados com centrais multimídia.
Além de reproduzir na tela central conteúdos dos celulares, técnica conhecida como “espelhamento” (como no Hyundai HB20), há sistemas que convertem mensagens de voz em texto, e vice-versa (como nos modelos da linha VW Gol). VW Up!, Fiat Mobi, Ford Ka e Toyota Etios também estão entre os modelos “conectados”.
Pulo do Gato
Um dos pontos mais originais do Fiat Mobi é que o sistema multimídia dele é o próprio smartphone do motorista: basta acoplar o aparelho a um suporte no painel, e usá-lo como se fosse o display do pequeno hatch. A marca desenvolveu um aplicativo, que leva para o celular informações do veículo (como consumo).
Há dois anos, o Up! inovou com o dispositivo batizado de “Maps & More”, uma tela destacável que fica na parte superior do painel e informa dados do computador de bordo, navegador e som. Um dos destaques é que o monitor, reconfigurável, reproduz o conta-giros e mostra temperatura externa e da água do motor, no mesmo formato do tacômetro.
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