Caso Gisele Santana: Justiça pede prisão de coronel da PM e ex-marido por feminicídio
Investigação aponta que tenente-coronel pode ter simulado suicídio da esposa

A Polícia Civil de São Paulo solicitou nesta terça-feira (17) a prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, principal investigado pela morte de sua esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana. O caso, que inicialmente foi registrado como suicídio em fevereiro, sofreu uma reviravolta após a exumação do corpo e a análise de novos laudos necroscópicos que apontam para um crime de feminicídio.
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Os novos exames periciais realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) revelaram lesões contundentes no rosto e no pescoço da vítima, compatíveis com pressão digital e marcas de unhas. Segundo os peritos, os sinais indicam que Gisele teria sido asfixiada e desmaiado antes de ser atingida por um disparo na cabeça. Além disso, manchas de sangue foram encontradas em diversos cômodos do apartamento onde o casal vivia, no Brás, contradizendo a versão inicial do oficial de que ela teria se matado enquanto ele tomava banho.
O histórico do tenente-coronel também pesa nas investigações. Documentos anexados ao inquérito revelam denúncias anteriores de ameaças feitas por uma ex-esposa e acusações de assédio por parte de colegas de farda. Testemunhas e familiares da soldado relataram que o casal vivia um relacionamento abusivo, marcado por restrições impostas pelo oficial. Geraldo Neto possui residência em São José dos Campos, o que mobiliza as autoridades da região sobre a possibilidade de cumprimento do mandado na cidade.
O caso segue sob sigilo e conta com o acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar e do Ministério Público. A defesa do oficial sustenta sua inocência e afirma que ele tem colaborado com as autoridades desde o início das apurações. Com a tipificação alterada para feminicídio e fraude processual, a expectativa é que a decisão judicial sobre a prisão preventiva seja expedida nas próximas horas, consolidando um dos casos de maior repercussão na segurança pública paulista neste ano.
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