Cia. faz cortejo com poesia de Manoel de Barros neste sábado em Paraibuna
Num cortejo chamado “Do Barro de Manoel”, a Cia. Teatro de Senhoritas vai passar pelas ruas do centro de Paraibuna explorando a poesia de Manoel de Barros com leituras, recitais e música neste sábado (16), às 20h30. A apresentação é gratuita.


Trupe recita os escritos com música e recursos audiovisuais
Divulgação
Num cortejo chamado “Do Barro de Manoel”, a Cia. Teatro de Senhoritas vai passar pelas ruas do centro de Paraibuna explorando a poesia de Manoel de Barros com leituras, recitais e música neste sábado (16), às 20h30. A apresentação é gratuita.
O universo poético do escritor do Mato Grosso do Sul é interpretado em personagens como “O Homem Que Engoliu o Futuro”, “O Homem das Coisas Desimportantes”, “O Homem Grávido de Poesia”, “O Homem Pássaro” e “O Homem Árvore”, evocando, muitas vezes, aspectos simples da vida cotidiana e a natureza.
A trupe de quatro moças cantantes e dois rapazes músicos (sanfoneiro e flautista) distribui os poemas impressos, incentivando o público a fazer parte do sarau itinerante. Personificado pelo “Homem que Engoliu o Futuro”, também vão ser apresentados vídeos com trechos de poesia e entrevistas do poeta cuiabano.
O grupo paulistano também vai apresentar “Do Barro de Manoel” na 23ª Bienal do Livro de São Paulo, no dia 23 de agosto, no Pavilhão de Exposições do Anhembi. A encenação é feita por Isis Madi Rezende, Sandra Pestana, Melissa Maranhão, Simone Debet, Diego Martinez e Jorge Zargazazu.
Poeta
Manoel de Barros é considerado um dos mais importantes escritores da segunda geração do modernismo no Brasil e um dos expoentes da poesia nacional. Despontou para o grande público quando Millôr, Antônio Houaiss e Fausto Wolff publicavam seus poemas nas colunas de jornais e revistas do Rio de Janeiro nos anos 1980. Da repercussão, foi publicado “Gramática Expositiva do Chão”, uma compilação de quase todos os seus poemas desde então, e um clássico da literatura brasileira.
Teve 34 livros publicados, boa parte deles nos anos 2000. Seu último trabalho é “Portas de Pedro Viana”, de 2013. Manoel de Barros venceu dois prêmios Jabuti por “O Guardador de Águas”, em 1989, e “O Fazedor do Amanhecer”, em 2002.
Em 2007, foi lançado o documentário “Só Dez Por Cento É Mentira”, de Pedro Cezar, que traz entrevistas com o próprio poeta falando sobre sua vida e obra.
DO BARRO DE MANOEL
Quando: sábado (16), às 20h30
Onde: praça da Matriz, Centro, Paraibuna
Quanto: grátis
Mais informações: (12) 3974-3602
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