Colucci lança projeto de Faculdade de Hotelaria e Gastronomia em Ilhabela
Fazenda Eng. D’Água abrigará o curso; evento acontece neste sábado (21)


Fazenda Eng. D’Água abrigará o curso; evento acontece neste sábado (21)
Divulgação/PMI
O prefeito de Ilhabela, Toninho Colucci (PPS), apresenta neste sábado (21) o projeto da Faculdade de Hotelaria e Gastronomia no arquipélago. O evento de lançamento acontece neste sábado (21), às 19h, no Parque Municipal Fazenda Engenho D’Água, onde o curso será realizado.
De acordo com a prefeitura, o evento deste sábado é voltado ao setor turístico, incluindo empresários do setor hoteleiro e gastronômico da cidade. O objetivo da administração municipal é capacitar os moradores de Ilhabela.
“Vamos apresentar oficialmente este projeto de grande importância para nossa cidade, pois significa o desenvolvimento da estrutura do turismo, bem como a oportunidade de formação acadêmica para nossos jovens aqui mesmo na Ilha”, disse Colucci.
Após a solenidade de abertura, o público assistirá a uma palestra do presidente do CVBSP (Convention & Visitors Bureau de São Paulo), Toni Sando, administrador de empresas, que tem atuado como gerente marketing da Accor Hotels para América do Sul.
No evento, também haverá apresentações de cozinha show com a finalista do programa Master Chef Junior, Lívia Lopes, do Chef Fausto (Restaurante Kanoa) e Chef Tuca (Restaurante Nova Iorqui), bem como da banda “Chiquinho Oliveira, Derico e Trio Nota Jazz” (Programa do Jô).
Fazendo Engenho D’água
O Parque Municipal Fazenda Engenho D’Água foi entregue oficialmente à população em março de do ano passado. Datado do século XVII, o histórico imóvel possui área de 43,5 mil metros quadrados e foi desapropriado pelo município em novembro de 2014 por R$ 23 milhões.
“A Fazenda Engenho D’Água é um marco histórico de Ilhabela e que agora pertence ao povo ilhabelense. Com certeza é uma conquista da população e mais um atrativo turístico para a cidade”, completa Colucci.
Ainda segundo a prefeitura, o local será futuramente aberto como museu histórico e uma parte da área nos fundos da fazenda deve ser usado para a faculdade de gastronomia e hotelaria.
Patrimônio Histórico
Tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) em 1945, a fazenda foi um dos principais engenhos de cana de açúcar e ainda guarda características originais. No passado eram 22 engenhos e este era um dos principais.
Em sua área territorial está a casa sede, de meados do século XVIII, feita de alvenaria de pedra e cal e de pau-a-pique. A casa maior segue a tradição das ilhas atlânticas, de proporções extremamente elegantes, um sobrado avarandado.
Os porões que serviam de berço aos escravos que ali dormiam contam com seteiras (abertura na muralha, que em sua concepção permitia aos defensores lançar flechas usadas contra invasores e saqueadores da época). São cinco construções e objetos do século XVII, todos totalmente preservados e em ótimo estado de conservação, que totalizam 2.589,81 metros quadrados de área construída.
Fazem parte do acervo uma piscina, uma represa, dois canais de água enrocados de pedras, um aqueduto elevado, uma roda d’água, um engenho de cana de açúcar, um alambique de cobre e cinco toneis de madeira amendoim com capacidade de 20 mil litros cada, além de um trator e um caminhão do ano de 1932, primeiros veículos de Ilhabela.
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