Com eventos marcados, obra do teatro de Ilhabela é paralisada

No começo de outubro, a Associação de Engenheiros e Arquitetos de Ilhabela divulgou, pela segunda vez, uma série de irregularidades detectadas no projeto, nos pagamentos e na execução da obra do novo Teatro e Centro de Convenções da cidade.

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Justiça determina que trabalho seja suspenso em todos os blocos

Divulgação/AEAI

No começo de outubro, a Associação de Engenheiros e Arquitetos de Ilhabela divulgou, pela segunda vez, uma série de irregularidades detectadas no projeto, nos pagamentos e na execução da obra do novo Teatro e Centro de Convenções da cidade.

Desta vez, a Justiça concordou com os termos indicados e determinou, na última quarta-feira (29), a paralisação dos trabalhos em todos os blocos.

Apesar dos eventos marcados para o local, como um encontro de medicina esportiva previsto para 2015, com a vinda de 500 profissionais da área -que já fizeram algumas reservas para o período em hotéis do município-, a decisão prevê embargo imediato.

Em maio deste ano os engenheiros já haviam pedido atenção para a qualidade e a segurança da obra. Há cerca de um mês, outro documento entregue ao Ministério Público apontou o pagamento de R$ 2 milhões para a remoção de rochas no subsolo, problema que já havia sido revelado pelos engenheiros no documento de maio. Além disso, a última denúncia indicou falhas na sustentação do bloco A e o desrespeito da legislação urbanística quanto ao número de pavimentos do edifício, dada a manutenção obrigatória da natureza original em município turístico.

Apesar da prefeitura ter contratado uma empresa de engenharia para análise das questões em junho deste ano e ter paralisado os trabalhos parcialmente por um período, a liminar determina, agora, o embargo de todo o prédio. A justificativa da Justiça é evitar possível desperdício de dinheiro público caso haja demolição. Por isso, será necessário aguardar futura perícia, a ser realizada nos três blocos, para dar andamento à obra.

Inicialmente a construção deveria ser feita através de convênios federais e estaduais, mas apenas o Governo do Estado efetuou o repasse de aproximadamente R$ 750 mil para o município. O projeto do teatro prevê capacidade para 500 pessoas, com salas para convenções e eventos e entrega planejada para junho do próximo ano.

A prefeitura foi procurada pela redação do Imprensa Livre, mas afirmou não ter sido notificada da decisão judicial até o fechamento da edição. Apesar disso, o prefeito Antônio Colucci se adiantou e determinou a paralisação total da obra para novas avaliações. De acordo com Colucci, o projeto é considerado um importante instrumento para o desenvolvimento do turismo de negócios no município.

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