Com projeto inovador, estudante joseense ganha intercâmbio nos EUA
Aluna é uma das 50 participantes que representarão o país nos EUA


Autodidata, Ana aprendeu a falar inglês sozinha e sonha em ser pesquisadora
Adeline Daniele/ Meon
No terceiro ano do ensino médio, a estudante joseense Ana Luíza Ribeiro, de 17 anos, já tem um objetivo de vida bem definido: ela sonha em estudar biotecnologia e impactar a saúde por meio de suas pesquisas.
E essa meta está cada vez mais perto de ser alcançada. Aluna da Escola Estadual Ilza Irma Moeller Copio, em São José dos Campos, ela acaba de ser um dos jovens selecionados em todo o Brasil para representar o país no Programa Jovens Embaixadores, que levará 50 alunos com projetos inovadores para um intercâmbio de um mês nos Estados Unidos. “Lá nós vamos representar o Brasil e participar de workshops para aprender a montar programas de impacto social e colocá-los em prática em nossas cidades”, conta a estudante ao Meon.

Bengala com sistema de localização global
Divulgação/ E.E. Ilza Irma Moeller Copio
Um dos motivos que levaram Ana a ganhar a viagem foi uma iniciativa na área de saúde que ela criou junto com mais três colegas de sua turma. Pensando em ajudar a forma como as pessoas com deficiência visual se locomovem pela cidade, os alunos da escola estadual criaram um protótipo de uma bengala com GPS. Com ela, o usuário pode saber quando seu ônibus passará num determinado ponto, por exemplo. “A gente pensou em uma maneira de impactar uma minoria, que são os deficientes visuais, com um projeto que desse a eles mais autonomia para andar pela cidade”, diz a aluna.
Mas, não é apenas o trabalho voluntário e a postura de líder que forma um jovem embaixador. Para conseguir o intercâmbio, além de se envolver em projetos sociais os candidatos também precisavam saber o inglês – um desafio nada difícil para Ana Luíza, que aprendeu a falar o idioma sozinha. “Ela é autodidata em várias disciplinas e tem um aproveitamento acima de 70% em toda a instituição, pois está sempre estudando sobre diversos assuntos”, afirma a professora Cecília Dória, que leciona matemática e física para as turmas de ensino médio.
Foi justamente essa facilidade em aprender de Ana e seus colegas que colaborou com o projeto da bengala. “Nós tivemos um grande desafio, pois como não somos uma escola técnica, tivemos que estudar toda essa parte da tecnologia primeiro para conseguirmos criar o protótipo por conta própria”, explica.
Prestes a fazer as malas, Ana Luíza viaja em janeiro e quer cursar uma faculdade quando voltar para o Brasil. “Quero ser pesquisadora científica na área de genética”, diz. Com uma profissão assim, parar de estudar nunca será uma opção. “Costumo dizer que estudar é chato, mas aprender é divertido. Quando você aprende por conta própria porque gosta e tem curiosidade de saber é muito mais legal do que quando se estuda por obrigação”, conta a jovem.
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