Comandante da PM no Vale aposta em integração de câmeras e Copom para reforçar combate ao crime
Coronel Stanelis gostaria de ter uma rede de cobertura envolvendo todas as cidades da RMVale

Fazer a integração de câmeras de monitoramento, radares e o Copom (Centro de Operações Policiais Militares) é uma das principais ideias do comandante do CPI1 (Comando de Policiamento do Interior), o coronel José Eduardo Stanelis, para ajudar no combate ao crime na RMVale.
Em conversa com o Meon na manhã desta quarta-feira (3), o comandante da PM na região disse que ainda tenta conversar com o governo do Estado para aumentar a cobertura da vigilância por câmeras.
Das 39 cidades da região, apenas nove possuem esse tipo de integração com o Copom. Para Stanelis, o ideal seria criar uma rede de atuação com essas ferramentas que incluisse todas as cidades.
“Estamos tentando levar esse projeto ao governador. Porque entendemos que algumas cidades da região, que são menores, não teriam condições de adquirir essas câmeras e radares. Existia um projeto, há alguns anos, para instalação de 180 câmeras na região, mas não foi adiante por causa da crise econômica do País”, explicou o comandante do CPI1.
Para ilustrar a importância das câmeras no combate ao crime, Stanelis usou como exemplo o caso que aconteceu em São José na terça-feira (2), quando dois homens foram presos após assaltarem um açougue. “Eles fugiram de carro e, quando estavam na zona sul da cidade, o radar identificou a placa e já passou a informação para o Copom. E conseguimos fazer a captura dos dois homens”, disse.
Caep
O comandante do policiamento na RMVale também avaliou positivamente a implantação da Caep (Companhia de Ações Especiais da Polícia) em Taubaté. Um dos pontos destacados é o tempo de atendimento das ocorrências que, segundo ele, vai diminuir.
“Como tínhamos apenas o Baep, que fica em São José, a gente perdia muito tempo para atender ocorrências em cidades do Fundo do Vale, por exemplo. Além de tempo, nós ganhamos também um reforço na segurança”, disse.
Difculdade
Stanelis também destacou que a RMVale é uma região complexa para o policiamento e o combate ao crime. Segundo o coronel, a localização geográfica, o número de turistas e a quantidade de presídios são características que dificultam a redução dos índices de criminalidade.
“Por estarmos em uma região de tríplice fronteira, de recebermos 40 milhões de turistas nas altas temporadas, 51% do PIB (Produto Interno Bruto) passa pela Dutra, os presídios que recebem pessoas de outros locais… tudo isso torna a nossa região mais complexa do que as outras no combate ao crime. Mas, de março até agora, mudou o perfil da segurança e progredimos bastante”, concluiu Stanelis.
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