Como definir as acomodações e oportunidade de trabalho no exterior
Casa de família e atividade remunerada podem ser vantajoso ao bolso


Entre uma aula e outra, contato e trabalho com coalas na Austrália
Adriana Moreira|Estadão
Há um consenso entre os especialistas a respeito de hospedagem. Quem quer economizar deve escolher se hospedar em casa de família. “Em geral, custa 40% menos que a residência estudantil”, explica Fernanda, da Experimento, acrescentando que em casa de família o estudante costuma ter duas refeições incluídas – geralmente, o café da manhã e o jantar. E, de quebra, faz uma imersão cultural, já que vai ter contato direto com os costumes locais.
Para poupar ainda mais, Bruno Passarelli, da Descubra o Mundo, sugere que o intercambista considere dividir o quarto – com uma ou mais pessoas. “Negociamos diretamente com alguns albergues que conhecemos. O preço é imbatível.” Segundo ele, quatro semanas de hospedagem em Malta, em quarto para dois, custa entre ¤ 500 e ¤ 550; nos quartos coletivos do hostel esse valor fica em ¤ 250. “Mas o estudante tem de estar ciente de suas escolhas”, avisa.
Se você não abre mão da liberdade e prefere ficar em residência estudantil, para economizar será preciso fazer a própria comida. “Tem que virar dono de casa”, diz Guilherme Reischl, da Egali.
Que tal trabalhar
Alguns destinos dão permissão de trabalho para estudantes de intercâmbio, o que ajuda a pagar as despesas ou mesmo viagens curtas durante o programa. Recentemente, Nova Zelândia e Austrália passaram a permitir atividade remunerada para quem se matricula em cursos de no mínimo 14 semanas de duração. Na Irlanda, o mínimo é de 25 semanas.
“O processo na Irlanda é simples, a idade não é levada em consideração. É exigido que o estudante leve ¤ 3 mil e se matricule em uma das escolas cadastradas”, explica Bruno Passarelli, da Descubra o Mundo. Vale lembrar que, nesses casos, conseguir o emprego fica por conta do estudante. “A maior parte das vagas é na área de serviços, em restaurantes e hotéis”, explica Luiza, da CI.
Segundo Fernanda Zocchio Semeoni, da Experimento, os programas de au pair ainda têm grande procura. Voltados apenas para meninas de 18 a 26 anos, são populares por combinar estudo e trabalho a um preço razoável. “No Canadá, há cursos profissionalizantes que não exigem grande domínio do idioma e permitem atividade remunerada”, diz Fernanda.
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