“Corrupção mata. É crime hediondo”, diz Calloni, ator do filme Polícia Federal
O ator Antonio Calloni, em entrevista a Roseann Kennedy – Foto TV BrasilTV Brasil O ator Antonio Calloni é o entrevistado de hoje (11) do programa Conversa com Roseann Kennedy, da TV Brasil, que vai ao ar às 21h30. Um dos temas da entrevista é seu último trabalho no filme Polícia Federal – A Lei é Para Todos, que estreou na última semana nos cinem


O ator Antonio Calloni, em entrevista a Roseann Kennedy – Foto TV Brasil
O ator Antonio Calloni é o entrevistado de hoje (11) do programa Conversa com Roseann Kennedy, da TV Brasil, que vai ao ar às 21h30. Um dos temas da entrevista é seu último trabalho no filme Polícia Federal – A Lei é Para Todos, que estreou na última semana nos cinemas do país.
“Corrupção mata, é um crime hediondo. Não é brincadeira não. A gente tá sentindo isso no Rio de Janeiro, no Brasil de um modo geral”, diz Calloni, ao comentar o filme, uma trilogia que mostra os bastidores da Operação Lava Jato sob o ponto de vista da Polícia Federal. Na trama, que mescla elementos de ficção com fatos e personagens reais, o ator interpreta um delegado, que é um dos principais investigadores do esquema de corrupção.
Para Calloni, o combate a esse tipo de comportamento exige um envolvimento maior dos brasileiros. “A gente é capaz de dar a volta por cima, por meio do nosso trabalho, principalmente. Eu acho que a função política mais nobre é o nosso trabalho”.
Ator em grandes produções de teatro, cinema e televisão, Antonio Calloni também é escritor com vários livros publicados. Neste bate-papo, ele fala também sobre a sua carreira e a paixão pela pescaria.
Ainda sobre o filme, Calloni considera que o componente político é inevitável, porque o assunto é efervescente. Não há como evitar o debate político em torno de questões que mexem tanto com a vida dos brasileiros. “A gente nem quer evitar essa discussão política, porque seria até ingenuidade da nossa parte. Mas a gente só espera que o debate seja bom, que o debate seja saudável”.
Segundo o ator, o filme pode estimular o debate de maneira inteligente. “Por um lado, é uma coisa triste ver as coisas que estão acontecendo. E, por outro, é legal porque o povo tá começando a falar, a debater. Eu ainda acho que o nosso debate, muitas vezes, é um pouco atabalhoado, um pouco infantil. Mas isso é normal, porque a gente ficou muitos anos em silêncio por causa da ditadura. Então, a gente tá aprendendo a debater”.
Para Calloni, o filme não tenta impor nenhuma verdade absoluta ao espectador, mas a obra tem mérito ao relembrar de forma didática o surgimento da Lava Jato. “As pessoas já se esqueceram, né? Porque é tanta coisa”. E relembra como a apreensão de um simples caminhão foi capaz de desvendar todo um esquema de corrupção. “Um caminhão de palmito foi levado a um cara que lavava dinheiro e aí a coisa foi progredindo. Então, tem isso no filme, que explica e lembra as pessoas do início e o desenvolvimento, os procedimentos técnicos pra chegar à autorização de uma escuta, investigação. Os bastidores são muito interessantes e muito bem explicados”.
Sobre o medo das críticas que a polarização política no país poderiam render ao seu personagem, o ator fala com tranquilidade. “Eu conduzo a minha carreira de maneira muito ética, muito clara. Eu nunca fui filiado a nenhum partido e faço questão de não ser. E as pessoas me conhecem um pouco”.
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