Crianças do protesto dizem o que sabem sobre o noticiário político

Impeachment, Sérgio Moro e Lula são mais divertidos na versão dos pequenos

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Boca no trombone: criançada mostra o que entende sobre política

João Pedro Teles/Meon

Em São José dos Campos, o protesto contra a administração da presidente Dilma Rousseff, que aconteceu na tarde deste domingo (13), mostrou que a criançada está atenta aos acontecimentos políticos que têm tomado os jornais do país. A reportagem do Meon ouviu os manifestantes mirins e suas peculiares definições sobre impeachment, Sérgio Moro, Lula e Dilma.

Luca Rodrigues, de 9 anos, por exemplo, não se intimida quando convidado a explicar, com suas palavras, o que é um impeachment. “É quando uma pessoa sai sem estar na hora dela disputar a eleição de novo”, conta sem pedir ajuda para os pais Sara e Fábio Meneghine.

Já Iago Xavier, de 12 anos, associa o processo de impeachment com as promessas não cumpridas. “Acontece quando alguém pede para sair porque não faz o que prometeu que ia fazer”, diz para, depois de um rápido cochicho da mamãe Isabele, corrigir-se: “pedir pra sair, não. Ser mandado embora”, completa.

Pixuleco, Sérgio Moro? Ih, complicou
Se a definição sobre a principal reivindicação do grupo que foi às ruas neste domingo está na ponta da língua, quando o assunto são personagens e termos citados pelos manifestantes, aí a questão se complica um pouquinho.

“Pixu o quê?”, pergunta João Pedro, de 9 anos. “Ah, Pixuleco? Ih, não sei não”, responde o menino que vestia a camisa da seleção brasileira.

Quando o assunto é um dos personagens mais citados durante a manifestação, a cabeça dos pequenos também dá algumas voltas.

“O Lula e a Dilma são presidentes. Mas esse aí eu não conheço, quem é? É presidente também?”, pergunta a jovem Juliana Ciqueira, 10 anos.

Sabendo ou não quem são os personagens do atual cenário político brasileiro, o que importa para Sara Meneguine, que foi com os filhos Luca e Enzo, é que as crianças participem e exerçam sua cidadania desde cedo.

“A minha geração foi muito pouco às ruas. Claro que é um movimento que está começando, estamos aprendendo a nos manifestar, mas a geração deles, com certeza, será mais consciente a respeito de seu papel de fiscalizar o trabalho do poder público”, afirma.

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