Cunha aceita pedido de impeachment da presidente Dilma

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), informou que deferiu o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, de autoria dos juristas Helio Bicudo, Reale Jr. e Janaina Paschoal. Segundo Cunha, a aceitação de pedido tem natureza técnica. Ele disse ainda que o processo seguirá a tramitação normal, com ‘amplo…

Escrito por: Conteúdo Estadão3 min de leitura
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Decisão foi tomada em meio a processo de cassação do presidente da Câmara

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O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), informou que deferiu o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, de autoria dos juristas Helio Bicudo, Reale Jr. e Janaina Paschoal. Segundo Cunha, a aceitação de pedido tem natureza técnica. Ele disse ainda que o processo seguirá a tramitação normal, com ‘amplo direito ao contraditório’.

Deputados do PT classificaram o deferimento dos pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira, 2, como uma “retaliação” do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao voto da bancada do PT contra ele no Conselho de Ética da Casa, onde o peemedebista é alvo de representação por quebra de decoro parlamentar. Parlamentares petistas avaliaram que o argumento utilizado por Cunha não se sustenta e anunciaram que pretendem ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar barrar o processo de afastamento de Dilma.

“Essa foi uma atitude revanchista do presidente da Câmara”, afirmou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). “O anúncio é resultado do abuso de poder que o presidente da Câmara vem praticando desde que assumiu a Casa. O argumento justificado por ele não se sustenta”, disse o deputado Wadih Damous (PT-RJ). 

O petista ressaltou que, se preciso, o PT “baterá a porta do Supremo” para barrar o processo. “Cunha, associado a partidos da oposição, quer dar o golpe”, afirmou, lembrando que a sigla estudará medidas internas para barrar o processo também no plenário da Câmara

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Dep Paulinho da Força não escondeu sua satisfação

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Partidos de oposição comemoraram a abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Os partidos anunciaram que não mudarão sua posição no Conselho Ética sobre a continuidade da ação disciplinar contra o peemedebista, e que estão negociando com Cunha, a suspensão do recesso parlamentar de fim de ano. O líder da minoria na Casa, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), disse que a representação dos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal estava bem embasada e não tinha por que Cunha rejeitá-la.

Ele garantiu que os tucanos vão manter a posição já assumida no Conselho de Ética pelo prosseguimento do processo por quebra de decoro parlamentar contra Eduardo Cunha. “Não há qualquer contrapartida do PSDB”, disse Bruno Araújo. O presidente do SD, deputado Paulo Pereira da Silva (SP), não escondia a satisfação com o anúncio e lembrou que trabalhou “o ano inteiro pelo impeachment de Dilma”. Segundo Paulinho, foi sugerido a Cunha que a comissão especial que será criada nas próximas 24 horas para análise do processo de impeachment possa trabalhar também em janeiro, período do recesso parlamentar. “Guerra é guerra, o PT quis assim, agora toma”, disse Paulinho.

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