Cunha vai abrir comissões que constrangem Planalto

O governo tem motivos de sobra para se preocupar com a Câmara. Não bastasse a recém-criada CPI do BNDES, os 11 pedidos de impeachment sob avaliação da Casa e o futuro julgamento das contas da presidente Dilma Rousseff em 2014, sob iminência de serem reprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), os deputados, sob comando de Eduardo Cunha…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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O governo tem motivos de sobra para se preocupar com a Câmara. Não bastasse a recém-criada CPI do BNDES, os 11 pedidos de impeachment sob avaliação da Casa e o futuro julgamento das contas da presidente Dilma Rousseff em 2014, sob iminência de serem reprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), os deputados, sob comando de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), vão atuar em pelo menos sete comissões especiais que causam, no mínimo, constrangimento ao Palácio do Planalto.

Na volta do recesso parlamentar, a Câmara começa a discutir, por exemplo, alteração na Constituição para aumentar, de 15% para 18,7% da receita corrente líquida, o mínimo a ser aplicado pela União em saúde. Essa comissão precisa da indicação de pelo menos 14 dos 27 membros para funcionar.

Há ainda propostas parar tirar poder do Executivo, como a comissão que trata da redução do número de ministérios, cujo relator é o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), afilhado político de Cunha. Também se discute a transferência ao Congresso do poder de indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atribuição hoje restrita apenas ao presidente da República.

Outro tema incômodo será a discussão que torna o Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) um instrumento permanente de financiamento público no setor. Criado em 2007, o Fundeb vai até 2020. O aporte de recursos federais saltou de R$ 2 bilhões em 2007 para R$ 5,1 bilhões em 2009 e, a partir de 2010, passou a corresponder a 10% da contribuição de todos os Estados e municípios do País.

A Câmara discutirá, ainda, proposta do atual secretário municipal de Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto (PT-SP), para usar recursos da Contribuição Sobre Intervenção no Domínio Econômico (Cide) no subsídio às tarifas de transporte coletivo para a população de baixa renda. Será debatida a isenção da Cide no transporte coletivo urbano municipal e alternativo.

Por fim, discute-se ainda a criação de mais um Tribunal Regional Federal, o TRF da 6ª Região, em São Luís (MA). E um projeto que concede isenção na contribuição previdenciária por gastos de empresas com a formação superior de seus funcionários.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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