Da consagrada Saab à visionária Fisker, marcas saem de cena
Nem tudo é para sempre. Até marcas estabelecidas há anos estão sujeitas a problemas como má administração de suas finanças ou decisões que podem simplesmente fazer com que fechem as portas.


Australiana Holden vai encerrar suas atividades em 2017
Divulgação
Nem tudo é para sempre. Até marcas estabelecidas há anos estão sujeitas a problemas como má administração de suas finanças ou decisões que podem simplesmente fazer com que fechem as portas. É o que vai ocorrer em dois anos com a Holden, subsidiária australiana da GM. Fundada em 1908 e pertencente à gigante norte-americana desde 1931, a companhia deixará de existir para cortar custos operacionais.
Com isso, sairão de cena os tradicionalíssimos sedãs grandes com tração traseira e motores V6 e V8, como o Commodore VF. O carro é conhecido no Brasil como Chevrolet Omega.
Há, no entanto, marcas como a Saab, que parecem se recusar a “morrer”. Icônica, a sueca ficou uma década sob a batuta da GM que a vendeu em 2009 para a holandesa Spyker após a quase falência da companhia norte-americana.
Como não conseguiu honrar as dívidas da Saab, sua nova dona a repassou a um grupo chinês controlador da NEVS, sigla em inglês para Veículos Elétricos Suecos Nacionais. O epílogo dessa verdadeira novela foi a falência da Saab. Suas duas recentes compradoras não conseguiram colocá-la de pé novamente e também acabaram falindo.
O KARMA DA FISKER
Oriunda dos EUA, a Fisker planejava dominar o mercado de sedãs grandes elétricos com o Karma. A aposta era que cerca de 15 mil unidades fossem entregues por ano desde 2009, quando o carro foi lançado. No entanto, menos de 2.500 desses veículos chegaram às ruas entre 2011 e 2012.
A Fisker se embaralhou ao finalizar o Karma sem abrir concessões durante a execução do projeto criado por seu fundador, Henrik Fisker. Com isso, o modelo teve de passar por uma série de modificações de última hora, que consumiram milhões de dólares da fabricante.
Para tentar manter o fluxo de investimentos, Fisker dizia receber muito mais dinheiro do que de fato tinha em caixa. Como a conta não fechava, em 2013 a marca pediu concordata e acabou saindo de cena.
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