Dados do emprego alimentam expectativa de aperto monetário e Bolsa de NY cai

As Bolsas dos Estados Unidos fecharam em baixa, depois de o informe sobre o nível de emprego em julho fazer crescer a expectativa de que o Federal Reserve passará a elevar as taxas de juro de curto prazo em setembro. Segundo o Departamento do Trabalho, foram criados 215 mil empregos em julho e a taxa de desemprego ficou inalterada em 5,3%, em…

Escrito por: Conteúdo Estadão3 min de leitura
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As Bolsas dos Estados Unidos fecharam em baixa, depois de o informe sobre o nível de emprego em julho fazer crescer a expectativa de que o Federal Reserve passará a elevar as taxas de juro de curto prazo em setembro. Segundo o Departamento do Trabalho, foram criados 215 mil empregos em julho e a taxa de desemprego ficou inalterada em 5,3%, em linha com a expectativa dos economistas.

“As pessoas estão se posicionando. Os investidores estão sem dúvida dizendo ‘OK, isso vai acontecer'”, disse Tom Carter, da JonesTrading, referindo-se às apostas de que o Fed começará a apertar a política monetária em setembro.

Na Chicago Mercantile Exchange (CME), os contratos futuros de Fed Funds projetavam no fim da tarde uma probabilidade de 56% de que a taxa dos Fed Funds seja elevada em setembro, de 46% pela manhã, antes da divulgação dos dados do nível de emprego. A probabilidade de elevação da taxa dos Fed Funds em dezembro cresceu para 79%, de 72% antes da divulgação do “payroll”.

O relatório do Departamento do Trabalho também informa que o número médio de horas trabalhadas por semana teve um crescimento de 0,1 hora em julho, para 34,6 horas; o salário médio por hora trabalhada subiu US$ 0,05, ou 0,2%, para US$ 24,99; em comparação com o mesmo mês do ano passado, os salários subiram 2,1%. A taxa de participação na força de trabalho ficou inalterada em 62,6%, nível mais baixo desde 1977. Incluindo as pessoas que estão procurando emprego, têm empregos de meio período quando gostariam de ter trabalho em tempo integral e aqueles desencorajadas demais para procurar trabalho, a taxa de desemprego recuou para 10,4% em julho, de 10,5% em junho.

Em dia de nova queda dos preços do petróleo, as ações do setor de energia estavam entre as que mais caíram (ExxonMobil -1,61%, Chevron -1,69%, Transocean -1,95%).

Na mínima do dia, o índice Dow Jones chegou a cair 141 pontos, ficando momentaneamente abaixo da média das últimas 200 sessões. No fechamento, a média das últimas 50 sessões estava apenas 23 pontos acima da média das últimas 200 sessões. A última vez em que a média das 50 últimas sessões caiu abaixo da média das últimas 200, com o gráfico formando a “cruz da morte” (“death cross”), foi em 24 de agosto de 2011.

O Dow acumula sete sessões consecutivas de quedas, na maior sequência de baixas desde as oito ocorridas em agosto de 2011; naquela época, o Congresso dos EUA vivia um impasse político sobre a questão da elevação do teto legal de endividamento do governo. Naquela sequência de quedas, o Dow perdeu 857 pontos, ou 6,7%; nas últimas sete sessões, o índice acumula uma baixa de 380 pontos (2,1%).

O Dow Jones fechou em queda de 46,37 pontos (0,27%), em 17.373,38 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 12,90 pontos (0,26%), em 5.043,54 pontos. O S&P-500 fechou em queda de 5,99 pontos (0,29%), em 2.077,57 pontos.

Na semana, o Dow acumulou uma queda de 1,79%, o Nasdaq caiu 1,65% e o S&P-500 recuou 1,25%. Fonte: Dow Jones Newswires.

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