DCTA apresenta projetos no Senado e vice-diretor cita concurso público
Aposentadoria de servidores pode prejudicar o desenvolvimento de projetos


DCTA apresenta projetos no Senado e vice-diretor cita concurso público
Divulgação
O vice-diretor do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), major-brigadeiro engenheiro Fernando César Pereira Santos, apresentou na última terça-feira (14), no Senado Federal, os investimentos realizados nos últimos cinco anos e os principais projetos em andamento gerenciados pelo órgão. Na audiência, o representante do DCTA atentou que a renovação do quadro de servidores do órgão depende da abertura de concurso público.
“As vagas estão criadas por lei. Para ocorrer a renovação, precisa abrir concurso”, afirmou o vice-diretor do DCTA. Em 2012, a Lei 12.778 criou 143 cargos de docentes e 880 para pessoal técnico e administrativo em ciência e tecnologia.
O órgão passa por uma “perda de competências” e necessita de uma reposição no quadro de servidores, especialmente professores e pesquisadores, que estão se aposentado, para não prejudicar o desenvolvimento de projetos.
Localizado em São José dos Campos, o DCTA possui cerca de 5,5 mil militares e servidores civis, incluindo engenheiros e pesquisadores e tem a missão ampliar o conhecimento e desenvolver soluções tecnológicas para fortalecer o poder aeroespacial, por meio de ensino, pesquisa, desenvolvimento, inovação e serviços técnicos especializados no campo aeroespacial.
“Viemos dar uma satisfação dos recursos investidos nos projetos mais recentes. De que forma os recursos foram aplicados”, explicou Fernando. O encontro reuniu representantes de diversas instituições de tecnologia do país, inclusive, o reitor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), também sediado em São José, Anderson Ribeiro Correa.
A audiência na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, teve como tema os fundos de investimento no setor. Essa foi a segunda audiência pública, de um total de seis previstas, com objetivo de subsidiar com informações um relatório sobre a situação do setor.
Nesta etapa, o assunto discutido foi o FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e o Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações).
Assim como os demais representantes de instituições, o vice-diretor defendeu regularidade nos investimentos para a área. “É unânime que esse é o principal problema. Precisamos de mais recursos e, fundamentalmente, mais regularidade nos recursos”, afirmou o Major-Brigadeiro Fernando.
O DCTA apresentou como sugestão à comissão a proposta de estudo para uma linha de financiamento específica na área de espaço no âmbito do ministério da Defesa, para garantir e complementar os recursos da política espacial. “São projetos de Estado, com prazo de dez anos ou mais. Há necessidade de regularidade, com desembolso garantido com prazo maior”, explica.
Na audiência, o vice-diretor do DCTA também destacou as medidas de controle adotadas pelo órgão, como o acompanhamento semanal dos projeto com avaliação de metas para todas as áreas. Entre os indicadores qualitativos e quantitativos de desempenho estão metas físicas (como metas e prazos de execução) e financeiras (recursos disponibilizados, empenhados). Na área de ensino, as metas acadêmicas envolvem também número de publicações.
Atualmente, o DCTA trabalha em oito grandes projetos estratégicos na área de espaço e em outros 117 projetos. Destes, 34 recebem apoio financeiro da Finep (Empresa pública brasileira de fomento à ciência, tecnologia e inovação), o que representa 30% do total.
Nos últimos cinco anos, o órgão recebeu R$878,6 milhões de investimentos, sendo que 13% dos recursos foram provenientes do FNDCT, o que representou R$112,2 milhões. “É relevante a participação dos fundos no nosso orçamento”, avaliou o oficial-general. Os recursos do Comando da Aeronáutica respondem por 43% e da AEB (Agência Espacial Brasileira) 31%.
O DCTA ainda possui 70 processos de patentes – registros intelectuais- vigentes no IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), IEAv (Instituto de Estudos Avançados) e ITA, dos quais 19 já tiveram patentes concedidas.
Projetos em andamento
Entre os em andamento, três estão ligados ao ITA, um deles é o de expansão do instituto, cuja conclusão das obras do prédio de ciências fundamentais é prevista para este ano. Outro, considerado estratégico pelo Comando da Aeronáutica, é o míssil de quinta geração, A-Darter. Desenvolvido em parceira com a África do Sul, o projeto totalmente financiado pela Finep tem previsão conclusão em 2017.
(*Com informações da Agência Força Aérea)
Posts Relacionados

Patrulha Maria da Penha detém motorista embriagada após colisão na contramão no Jardim Ismênia em SJC

Taubaté estreia no Circuito Sesc de Corridas com provas de 6 km e 10 km

Núcleo urbano do Capão Grosso obtém matrícula de regularização
