‘Deadpool 2’, incorreto, ferino e sempre atraente
Filme Deadpool 2 Reprodução Depois que Deadpool, o 1, estourou na bilheteria, era só uma questão de tempo até que surgisse o 2, novamente estrelado por Ryan Reynolds. Nesses dois anos, muita coisa ocorreu no universo das HQs. Tivemos a afirmação da Mulher-Maravilha, o transculturalismo de Pantera Negra e até a euforia de Guardiões da […]


Filme Deadpool 2
Reprodução
Depois que Deadpool, o 1, estourou na bilheteria, era só uma questão de tempo até que surgisse o 2, novamente estrelado por Ryan Reynolds. Nesses dois anos, muita coisa ocorreu no universo das HQs.
Tivemos a afirmação da Mulher-Maravilha, o transculturalismo de Pantera Negra e até a euforia de Guardiões da Galáxia 2 e Os Vingadores, o mais recente. Os super-heróis estão com tudo, e Deadpool está de volta para fazer a felicidade de seu público.
Deadpool é tagarela, desbocado e politicamente incorreto. No 2, o herói tem de salvar o garoto Russell do mutante Cable que, à maneira do Exterminador, veio do futuro para eliminar o rapaz, antes que vire ameaça. Mas Deadpool também tem a própria jornada de redenção, tendo de superar uma tragédia pessoal. A narrativa dispara para diversos arcos sem se tornar realmente dispersiva, mas a característica mais marcante do herói, e dos filmes, é que Deadpool adora conversar com o público e comentar a própria ação. Como ela é irregular, não deixa de ser engraçado ver o herói criticar os próprios roteiristas.
O problema é que Deadpool surgiu como algo novo nesse universo e está se repetindo. A trama não chega a apontar para novas direções, por mais que alguns momentos sejam ótimos – toda a parte que envolve a X Force atinge o objetivo. E, é claro, o ator faz a diferença. Ryan Reynolds, desde as comédias românticas, tem aquele olhar de cãozinho ferido à procura de dona. Josh Brolin também se diverte bastante na pele do vilão, e o próprio cartaz apresenta Reynolds debruçado no ombro do outro. Não é para levar a sério.
Essa é a lição do diretor David Leitch. James Gunn, em Guardiões, também investe no humor e na trilha. A diferença é que Guardiões ainda visa a atender a um público infantil. Deadpool, mais incorreto, busca outro segmento. Tem até uma intervenção do futebol, neste ano de Copa, com a intervenção do Manchester United. Só deveria ter sido mais ferino para tornar o 2 necessário e o 3, que muito provavelmente virá, uma expectativa.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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