Debate sobre áreas de risco na RMVale começa nessa quarta-feira (6)
Em 2023, os deslizamentos causaram 65 mortes na região

A temporada de chuvas se aproxima, trazendo o risco de novos deslizamentos de encostas no Litoral Norte do Estado de São Paulo e nas vias de acesso à região. Em fevereiro do ano passado, esses deslizamentos ocasionaram 65 mortes e milhares de desabrigados.
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As soluções preventivas de combate aos desastres geológico-geotécnicos e as medidas que podem reduzir os efeitos mais graves desses acidentes, minimizando substancialmente os impactos à sociedade, estarão no centro de um encontro que acontece nos dias 6 e 7 de novembro deste ano, no PIT – Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos, reunindo alguns dos principais especialistas do país.
Presencial e gratuito, o “III Workshop Desastres Geológico-Geotécnicos: ações e soluções para áreas de risco” reunirá representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Defesa Civil e do CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), além de engenheiros geotécnicos, geólogos, gestores públicos, concessionárias de serviços públicos e empresas fornecedores de equipamentos e insumos utilizados em obras geotécnicas como a contenção de encostas.
Será a terceira edição desse Workshop, que teve suas edições anteriores em São Paulo (2022) e em Santos (2023).
A experiência do Rio Grande do Sul
A “Gestão de Riscos Geológicos em Áreas Turísticas” será o tema do geólogo Fabio Augusto Gomes Vieira Reis, diretor da Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo). O pesquisador do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), Marcelo Fisher Gramani, irá relatar os “Atendimentos Emergenciais em Eventos Extremos: experiências em São Sebastião e Rio Grande do Sul”.
O engenheiro geotécnico Luiz Antonio Bressani, professor aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), irá relatar a experiência de enfrentamento do desastre climático do Rio Grande do Sul em 2024, cujos efeitos ainda são sentidos pelos gaúchos.
Harideva Marturano Egas, tecnologista em Geodinâmica do CEMADEN, também irá tratar da experiência do Rio Grande do Sul, especialmente para apontar que os mapeamentos de movimentos de massa pós-eventos podem ajudar no monitoramento e emissão de alertas de desastres.
No dia 7/11, às 11 horas, haverá uma visita à sala de situação do CEMADEN em São José dos Campos, sob orientação de Pedro Ivo Mioni Camarinha, responsável pelo envio de alertas de risco de desastres causados por movimentos de massa.
O encontro termina no dia 7, às 18h, com mesa de debate coordenada pelo presidente da ABMS, Roberto Quental Coutinho.
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