Demissões com respeito

A GM em São José dos Campos encaminhou pelo menos 200 telegramas informando aos empregados sobre demissões no último dia 08, sábado, véspera do Dia dos Pais. A crise econômica que assola o País atinge primordialmente o setor automobilístico e a GM há muito sinaliza sobre o desinteresse em fomentar investimentos na planta de São […]

Escrito por: Regina Laranjeira Baumann2 min de leitura
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A GM em São José dos Campos encaminhou pelo menos 200 telegramas informando aos empregados sobre demissões no último dia 08, sábado, véspera do Dia dos Pais.

A crise econômica que assola o País atinge primordialmente o setor automobilístico e a GM há muito sinaliza sobre o desinteresse em fomentar investimentos na planta de São José dos Campos.

Entre os demitidos, muitos pais, arrimo de família. Empregados com mais de 10 anos de serviços prestados à empresa foram surpreendidos por uma comunicação via correio, na véspera do dia dos pais.

A forma como se processou a demissão em massa chocou a região e o Brasil. Não existem dúvidas de que na relação contemporânea entre empregador e empregado a dignidade e o respeito devem prevalecer durante o curso do contrato de trabalho mas, essencialmente, nos momentos mais difíceis e significativos, como é o caso da demissão inesperada.

Qualquer consultor dirá que o comunicado do desligamento deve ser feito pelo superior imediato, porque o líder é responsável pelo relacionamento com o empregado (delegação do trabalho, concessão de férias e, também, demissão). Ele deve explicar as razões do necessário desligamento, reunindo os demais funcionários para deixar claro que essa ação foi pontual e está concluída, sob pena de causar uma reação de indignação de todos e temor daqueles que irão permanecer na empresa.

São ações simples que dão ao empregado desligado a sensação de sair com a cabeça erguida e mantém um clima de relativa tranquilidade com os que ficam.

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