Dengue: Taubaté vai multar proprietários com terrenos abandonados
Com o crescente número de casos de dengue em Taubaté, a prefeitura vai começar a multar aos proprietários de terrenos abandonados na tentativa de conter a formação de criadouros do mosquito na cidade, que enfrenta uma epidemia.


Terreno na avenida Prefeito Moacyr
Divulgação/VeraSaba
Com o crescente número de casos de dengue em Taubaté, a prefeitura vai começar a multar aos proprietários de terrenos abandonados na tentativa de conter a formação de criadouros do mosquito na cidade, que enfrenta uma epidemia.
Em primeira votação nesta sexta-feira (16), a Câmara aprovou lei que trata da responsabilidade da limpeza de terrenos e da construção de calçadas e muros nos imóveis da cidade. A segunda votação acontece na próxima terça-feira (20).
O valor da multa para o proprietário que deixar de fazer a capina ou limpeza no terreno pode chegar a R$ 2.888. No caso da construção de calçadas e muros, a administração aplicará multa correspondente a até R$ 1.444.
Para o vereador Alexandre Vilela (PMDB), a intenção é frear o crescente índice de dengue na cidade. “O objetivo é evitar que terrenos particulares virem depósitos de lixo e criadouros de dengue, sem que o proprietário se manifeste pela limpeza”, afirma.
Segundo o vereador Noilton Ramos (PSD), o projeto é aprovado em momento propício para a cidade, que está com muitos casos de dengue. “Mostra a preocupação de todos com a dengue porque moradores nos procuram trazendo essa preocupação. Se não tiver uma lei que regulamente isso, a prefeitura não pode fazer [a limpeza]”, comenta Ramos.
“O projeto vai dar ao prefeito condições de multar essas pessoas. Às vezes, ficamos atados aqui. Eu estive no bairro Marlene Miranda e há muitos terrenos cheios de mato. No centro, terrenos em locais de alto padrão estão cheios de mato e as pessoas [os proprietários] não estão nem aí”, ressalta o vereador Nunes Coelho (PRB).
Dengue
Em balanço divulgado pela Secretaria de Saúde, Taubaté informou que há 2.754 casos de dengue na cidade. A Câmara suspeita que o número possa ser maior e que o governo Ortiz Junior estaria omitindo os dados reais. Uma comissão foi instaurada no Legislativo para apurar o caso. O resultado deve ser divulgado em 90 dias.
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