Depois das piscinas, Fabíola Molina busca sucesso como empresária

Do Vale do Paraíba para o mundo! Essa é a ex-nadadora Fabíola Molina. Talvez, o maior nome da história do esporte regional, a ex-atleta agora busca sucesso no ramo empresarial. Na carreira esportiva foram mais de 100 títulos nacionais, recordista sul-americana dos 50 metros por três vezes, uma medalha de prata e três de Bronze em Jogos Pan-americanos, além da participação em três Olimpíadas. Se tiver o mesmo currículo como empresária, Fabíola Molina não terá escala para o sucesso. Nessa entrevista ao Meon, ela faz um balanço da carreira e conta os planos para o futuro.

Escrito por: Fábio Figueira4 min de leitura
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Fabíola Molina faz balanço da carreira

Warley Leite/Meon

Do Vale do Paraíba para o mundo! Essa é a ex-nadadora Fabíola Molina. Talvez, o maior nome da história do esporte regional, a ex-atleta agora busca sucesso no ramo empresarial. Na carreira esportiva foram mais de 100 títulos nacionais, recordista sul-americana dos 50 metros por três vezes, uma medalha de prata e três de Bronze em Jogos Pan-americanos, além da participação em três Olimpíadas. Se tiver o mesmo currículo como empresária, Fabíola Molina não terá escala para o sucesso. Nessa entrevista ao Meon, ela faz um balanço da carreira e fala sobre o futuro.

Quais os momentos mais marcantes de toda sua carreira como atleta?
As três participações olímpicas – Sidney-2000, Pequim-2008, Londres-2012-, foram especiais. As olimpíadas são sempre essenciais na vida dos atletas. Em Londres, eu fui a nadadora mais experiente. Já em Sidney, fui a única mulher a ir na natação. Além disso, fui 110 vezes campeã brasileira, foram 22 anos representando o Brasil. Acho que ter tido um carreira tão longa foi algo bem marcante.

E nesses mais de 20 anos de carreira, qual foi o maior desafio?
Não desistir nos momentos de dificuldade! E olha que foram alguns. Em 2003, estava passando por uma situação difícil e eu nem imaginei que naquela época eu ia continuar nadando. Uma porque eu já tinha ido para Olimpíadas, em 2000, e para mim eu não ia mais fazer ciclo olímpico. Em 2002, por exemplo, já comecei a pensar em parar de nadar, no ano seguinte não participei dos campeonatos importantes, como o Pan-Americano de Santo Domingo e o Mundial de Barcelona. Foi um desafio voltar a nadar bem em 2004, porque “chegar lá” é uma coisa, mas continuar é complicado, e o desafio é você conseguir sempre ter um equilíbrio e estar buscando o seu melhor, estar sempre em alta performance por tantos anos, então você se manter, ter essa linha crescente por muitos anos, foi um desafio.

A carreira empresarial começou em 2004, quando você ainda era atleta e, 10 anos depois, já sem as atividades na piscina, acaba de lançar uma nova fase de expansão. Quais os objetivos daqui pra frente?
Toda mudança sempre requer um pouco de adaptação. Mas, eu estou muito feliz pelas conquistas que a gente teve nesses 10 anos. Já melhoramos bastante, em termo de ser mais conhecidos em São José. Aqui temos metas mensais, então cada meta atual já é maior do que qualquer mês anterior, e a nossa meta internacional pode crescer ainda mais a nível de exportação, o que é uma coisa bem bacana. Temos muitos planos pra frente.

No exterior, quem são os clientes?
A maior parte são nadadores, pessoas que fazem natação, não só profissionalmente, mas também que nadam em clubes e academias. Porém, a maior parte eu diria que 70% são atletas e 30 % são pessoas que praticam o esporte por prazer. São americanos, franceses, alemães, suecos, russos, já mandamos nossos produtos para mais de 50 países.

Como surgiu a ideia de criar esse projeto?
Quando eu era adolescente, por eu ser atleta e treinar sempre no Brasil -nossas piscinas são na maioria descobertas-, eu pegava muito sol e treinava de manhã e a tarde. E então treina-se de maiô. Aí no fim de semana, eu ia praia com as amigas, uma piscina no clube, e daí você coloca um biquíni, e você aparece com uma marca branca na barriga, bem bonita (risos). Então, tinha a necessidade de fazer essas peças, de unir a estética com a performance, eu queria continuar treinando, mas comecei a me preocupar com o corpo. Ao mesmo tempo, coincidiu de eu conhecer uma mãe de uma atleta que tinha confecção, daí eu ia na casa dela e perguntava: “você pode fazer isso pra mim?”, e ela fazia. A gente ia pra São Paulo comprar os tecidos. Além do que, os maiôs da época eram um pouco incômodos, eles davam bolha, assadura, então faltava muita qualidade e eu sentia falta de um produto bom para treinar. Foi a união de várias necessidades.

Defina sua carreira em uma palavra e uma frase.
Em um palavra defino como paixão. Em uma frase: um privilégio de vivenciar o esporte no mais alto nível. Afinal, desenvolver um dom que você tem, e então poder trabalhar com esse dom no esporte, que é algo que acredito muito, foi um privilégio.

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