Depois de São José SAMU chega a Caçapava, Jacareí e Jambeiro
Ambulâncias aguardam licenciamento junto aos órgãos de trânsito, seguro e equipes


Para entrar em funcionamento, ambulâncias precisam de licenciamento
Flavio Pereira/Meon
O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), passará a atender outros três municípios da RMVale: Caçapava, Jacareí e Jambeiro que receberam as viaturas no último dia 1º e devem contar com o serviço até o próximo mês, segundo estimativa do Consavap (Consórcio Intermunicipal de Saúde do Alto Vale do Paraíba), que é formado pela prefeituras de oito municípios: São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Santa Branca, Jambeiro, Paraibuna, Monteiro Lobato e Igaratá
Para entrar em funcionamento, as ambulâncias ainda precisam de licenciamento junto aos órgãos estaduais de trânsito e contratação de seguro, o que será feito pelo Consavap, além da contratação e do treinamento dos profissionais, que será executado pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), que gerencia o Samu na região.
A implantação do Samu depende da construção de bases operacionais (responsabilidade das Prefeituras), liberação das ambulâncias (responsabilidade do governo federal, realizada só após construção das bases) e contratação de entidade para gerenciar o sistema (responsabilidade do Consavap).
Em Jacareí as três bases de apoio funcionarão na UBS (Unidade Básica de Saúde) do Santa Cruz dos Lázaros, na UMSF (Unidade Municipal de Saúde da Família) do Parque Meia Lua e na UMSF do Cidade Salvador. Cada uma delas terá uma equipe com dois profissionais, um motorista e um socorrista.
A ambulância do SAMU equipada com UTI móvel vai funcionar na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Infantil, que fica na avenida Senador Joaquim Miguel, no centro da cidade. Esta unidade tem uma equipe formada por motorista, socorrista e um médico.
No caso das oito cidades membros do Consavap, os principais atrasos aconteceram na construção das bases e na contratação da terceirizada, já que o primeiro processo licitatório foi suspenso, após questionamento de participantes.
O município de Santa Branca construiu sua base fora dos padrões previstos e terá que fazer adequações no prédio, em Paraibuna a prefeitura ainda não finalizou a construção da base, ea Prefeitura de Igaratá ainda vai concluir a adequação de um prédio já existente.
Monteiro Lobato, pediu para que não fosse incluída no cronograma de 2015, por questões orçamentárias, e chegou a pedir que recebesse atendimento das unidades de São José dos Campos que estão mais próximas da cidade, o que foi negado.
Programa
Cada município é responsável por construir a própria base. O Ministério da Saúde cede as viaturas e equipamentos. Já o custeio é dividido entre as prefeituras e governo federal.
Ao contrário de outros Estados, São Paulo não participa da divisão, pois alega que já tem um serviço semelhante –no caso, o GRAU (Grupo de Resposta Aérea de Urgência)
Divisão
O custeio anual de R$ 17,5 milhões será dividido pelos oito municípios, de acordo com a população atendida. No primeiro ano de operação, apenas em São José dos Campos e no distrito de São Francisco Xavier o Samu prestou 14.293 atendimentos
Outras 11 cidades da região aguardam o início do atendimento pelo Samu
Um consórcio deve reunir as prefeituras de Taubaté, Tremembé, Campos do Jordão, Lagoinha, Natividade da Serra, Pindamonhangaba, Redenção da Serra, Santo Antônio do Pinhal, São Bento do Sapucaí e São Luís do Paraitinga.
A principal das sedes, em Taubaté, havia sido prometida pela prefeitura para janeiro de 2015, mas prazo acabou dilatado para março e depois julho, o Prefeito Ortiz Junior (PSDB) ainda não anunciou quando terá início a operação do Samu. Faltam a contratação de pessoal, e a compra de mobiliário e de equipamentos.
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