Deputado Heinze pede desculpas a gays por declaração
Foco de duas representações da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos, o deputado federal Luiz Carlos Heinze (PP-RS) disse que manterá suas críticas contra a política agrária do governo federal e repetiu o pedido de desculpas aos homossexuais. Em uma audiência da Comissão de Agricultura sobre demarcação de terras, em novembro passado…

Foco de duas representações da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos, o deputado federal Luiz Carlos Heinze (PP-RS) disse que manterá suas críticas contra a política agrária do governo federal e repetiu o pedido de desculpas aos homossexuais. Em uma audiência da Comissão de Agricultura sobre demarcação de terras, em novembro passado no Rio Grande do Sul, Heinze classificou índios, gays e quilombolas como “tudo o que não presta”.
O deputado será questionado pela Frente Parlamentar na Corregedoria da Câmara dos Deputados por quebra de decoro parlamentar e na Procuradoria Geral da República por incitação ao crime e à violência. Em vídeo, Heinze aparece atacando a “omissão” do governo na questão agrária do País e aponta o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República) como “foco do problema”. “O Gilberto Carvalho também é ministro da presidente Dilma. E é ali que estão aninhados quilombolas, índios, gays, lésbicas, tudo que não presta”, declarou.
“Não podemos nos deixar ficar omissos a uma situação tão grave quanto essa”, disse a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), membro da Frente Parlamentar. Para Erundina, a Frente não pode “transigir” com crimes explícitos contra os direitos humanos e com uma situação “clara” de estímulo à violência. “Não se resolve a violência com violência”, argumentou. Além da Frente, o Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT anunciou que também entrará com uma ação junto ao Ministério Público Federal contra o deputado.
Ao Broadcast Político, Heinze voltou a pedir desculpas aos gays e disse que se defenderá nas instâncias cabíveis. “Se quiserem entrar, podem entrar”, afirmou. O deputado da frente ruralista destacou que o campo vive um conflito sério e que suas críticas foram direcionadas a quem comanda o processo agrário na esfera federal e aos líderes indígenas e quilombolas. “É ali que está o problema”, insistiu.
Heinze ressaltou que sofre “cobranças todos os dias” como representante dos produtores rurais. Ele disse também que os produtores rurais também sofrem violações e negou que sua declaração tenha incentivado a violência. “Acho que não estou incitando a violência. Não estou dizendo para armarem gente e darem tiro”, finalizou.
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