Dez alas da Vila Isabel tiveram atraso nas fantasias
A Vila Isabel, primeiro lugar no carnaval passado, fica no lucro se voltar no sábado das campeãs. A escola deixa para trás o desfile arrebatador de 2013 por uma apresentação recheada de problemas, a começar pelo atraso nas fantasias de pelo menos dez alas. Muitas não foram entregues. Outras chegaram pela metade em cima da hora do desfile. Nem…


Carros da Vila Isabel atrasam na avenida
NelsonPerezr/RioTur/fotospublicas.com
A Vila Isabel, primeiro lugar no carnaval passado, fica no lucro se voltar no sábado das campeãs. A escola deixa para trás o desfile arrebatador de 2013 por uma apresentação recheada de problemas, a começar pelo atraso nas fantasias de pelo menos dez alas. Muitas não foram entregues. Outras chegaram pela metade em cima da hora do desfile.
Nem mesmo a rainha de bateria, Sabrina Sato, recebeu a roupa com antecedência. A fantasia de oncinha – uma segunda pele, que não fazia jus ao posto que ela ocupa – foi entregue por um motoboy, no camarote da Brahma, momentos antes de a escola entrar na avenida. “Eu estava tão nervosa. Mas carnaval é assim mesmo. No fim dá certo”, minimizou. “Não compromete em nada”.
Carros alegóricos estavam incompletos
Algumas alas desfilaram com ordens trocadas. A meia hora de a escola entrar na avenida, duas das cinco placas que compunham a comissão de frente não haviam chegado. Foram montadas às pressas e fizeram bonito efeito para representar xilografias se tornando tridimensionais.
Sem patrocínio, a escola enfrentou problemas financeiros desde o ano passado. O carnavalesco Cid Carvalho deixou a Vila em novembro por atrasos no pagamento de funcionários. Reassumiu em janeiro, quando as arestas foram aparadas. “Fizemos o que foi possível fazer. Trabalhamos, lutamos, fizemos um desfile lindo dentro das possibilidades”, afirmou Carvalho.
A Vila apresentou enredo sobre a diversidade dos biomas brasileiros e as faces do povo. Trouxe de volta à avenida assuntos já batidos no sambódromo, mas sem inovações – aspectos do folclore brasileiro, a Floresta Amazônica, o sertão nordestino (as esculturas de Mestre Vitalino, que já haviam aparecido em carro da Mocidade, mais cedo, voltaram à passarela).
O grande trunfo da escola foi a emoção com que os componentes cantaram o samba. Muitos se emocionaram ao entoar os versos “o sangue azul tá na veia com certeza / o sangue e é minha natureza / é bom lembrar / tem que respeitar”. Sabrina Sato também brilhou: com carisma, simpatia e samba no pé, conquista lugar entre as grandes madrinhas da Avenida Marquês de Sapucaí.
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