Dia do Amigo: saiba a importância da amizade para a saúde mental das pessoas
Data é comemorada nesta segunda-feira (20); especialistas afirmam que vínculos reduzem o estresse, fortalecem a saúde mental e ajudam a prevenir sentimentos de solidão e isolamento

No Dia do Amigo, celebrado neste 20 de julho, especialistas reforçam que cultivar amizades vai muito além da convivência social. Laços afetivos consistentes são apontados como importantes aliados da saúde mental, contribuindo para reduzir o estresse, aumentar a sensação de pertencimento e fortalecer o bem-estar emocional em todas as fases da vida.
Segundo psicólogas ouvidas em estudos e entrevistas sobre o tema, as amizades funcionam como um fator de proteção emocional. Ter pessoas de confiança para compartilhar alegrias, dificuldades e momentos de vulnerabilidade ajuda a enfrentar os desafios do cotidiano e reduz a sensação de isolamento.
A psicóloga Ligia Kaori Matsumoto, do Hospital Dia M’Boi Mirim I, da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, destaca que a ausência desses vínculos não provoca, necessariamente, um transtorno mental, mas aumenta a vulnerabilidade a sintomas de ansiedade, depressão e solidão.
A professora de Psicologia da Afya Centro Universitário de Itaperuna, Dra. Mariana Ramos, explica que a amizade atende a uma necessidade humana fundamental: o sentimento de pertencimento. Segundo ela, relações baseadas em confiança, respeito e reciprocidade fortalecem a autoestima e contribuem para uma melhor qualidade de vida.
Pesquisas também reforçam a importância desses vínculos. Um levantamento da AARP Research, realizado com cerca de 1.500 adultos, apontou que 95% dos entrevistados consideram os amigos essenciais para uma vida feliz e saudável. O estudo mostra ainda que, embora a maioria das pessoas esteja aberta a fazer novas amizades, criar esses laços tende a se tornar mais difícil com o avanço da idade.
Especialistas explicam que fatores como rotina intensa de trabalho, responsabilidades familiares, mudanças de cidade, divórcios e o envelhecimento reduzem as oportunidades de convivência e tornam mais desafiadora a construção de novos relacionamentos.
Outro ponto destacado é a diferença entre solidão e solitude. Enquanto a solidão está associada ao sofrimento causado pela falta de conexões significativas, a solitude representa a capacidade de aproveitar a própria companhia de forma saudável, favorecendo o autoconhecimento e o equilíbrio emocional.
As redes sociais também transformaram a maneira como as amizades são construídas. Embora facilitem o contato entre pessoas e permitam o surgimento de vínculos à distância, especialistas alertam que a tecnologia não substitui completamente a convivência presencial, considerada importante para fortalecer relações profundas.
Entre os sinais de que a rede de apoio está fragilizada estão o isolamento frequente, a redução da participação em atividades sociais, a dificuldade em pedir ajuda e a sensação de enfrentar todos os problemas sozinho. Nesses casos, retomar contatos, aceitar convites e buscar novas oportunidades de convivência podem ser os primeiros passos para reconstruir vínculos.
Para quem enfrenta dificuldades persistentes para criar ou manter amizades, a psicoterapia também pode ser uma aliada, ajudando a identificar barreiras emocionais, fortalecer habilidades sociais e desenvolver relações mais saudáveis.
Neste Dia do Amigo, a principal mensagem dos especialistas é que investir em relações verdadeiras representa também um investimento na própria saúde. Mais do que companhia, amizades oferecem acolhimento, segurança emocional e apoio nos momentos mais desafiadores da vida.
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