Dia dos Namorados: do flerte ao sonho em Fernando de Noronha

Em meio a provas, livros e o olhar vigilante do pai que era vendedor na cantina, Cristine e José Alessandro de Souza descobriram o amor. Alunos da mesma escola, mas de turmas diferentes, os dois começaram a namorar ainda na adolescência e agora, 26 anos depois, celebram a família que formaram e os sonhos realizados. […]

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Em meio a provas, livros e o olhar vigilante do pai que era vendedor na cantina, Cristine e José Alessandro de Souza descobriram o amor. Alunos da mesma escola, mas de turmas diferentes, os dois começaram a namorar ainda na adolescência e agora, 26 anos depois, celebram a família que formaram e os sonhos realizados.

O início do namoro era escondido e despretensioso. “Eu tinha 15 anos e estava na oitava série do Ensino Fundamental. Ele tinha 17 e cursava o último ano do Ensino Médio. Éramos muito jovens e eu tinha medo de contar para a minha mãe, que soube cinco meses depois por meio de uma prima. E tivemos o apoio de nossos pais”, conta Kika, como é conhecida.

Ela sonhava se casar em Fernando de Noronha, arquipélago em Pernambuco. Tudo culpa da minissérie Riacho Doce, exibida na Rede Globo em 1990. O sonho precisou ser adiado, mas jamais descartado. Primeiro, decidiram comprar uma casinha bem simples onde chovia dentro pela luz do teto. A reforma foi feita e iniciaram a vida a dois, entre quatro paredes, em 1998. Casaram-se no Civil. Ela de vermelho, ele de azul.

“O Alessandro é o meu parceiro de vida e nos negócios. É meu maior incentivador e amigo. Ele é o amor da minha vida. Quero envelhecer e viver com ele até os 100 anos.”

Os anos se passaram. E em abril de 2010, Kika realizou o sonho de se casar em Noronha, com direito a arrumação do cabelo feita pelo próprio marido.


Os preparativos duraram quatro meses. A maior dificuldade que tiveram foi a comunicação, já que naquele ano a internet ainda era precária no Brasil.

Para não correr riscos, o vestido da noiva, desenhado por ela mesma e costurado por uma amiga, foi levado na mala de mão junto com o buquê e a roupa do noivo. Sem achar vaga no salão de beleza, improvisaram, sem sofrimento e com bom humor. “Meu marido que me ajudou arrumar o cabelo. Foi um momento bem divertido”.

Ao som de Let It Be, dos Beatles, a jornalista entrou radiante na Capela São Pedro Pescador. “O padre parecia que nos conhecia. O sermão foi lindo e a ilha toda ficou sabendo da nossa cerimônia. Parecíamos famosos, por onde passávamos, as pessoas pediam para tirar foto com a gente. Era muito engraçado”.

O bolo foi presente de um grupo de culinaristas que estava na ilha. “Casar em Noronha era um sonho até então meu, mas virou um sonho do meu marido que abraçou a ideia. Ele até saiu melhor e mais espontâneo do que eu nas fotos”.
Não havia convidados. O financeiro do casal não permitiu levar família e amigos, mas Kika não se abateu e garante que tudo foi perfeito.

Após dois anos casados, nasceu José, hoje com cinco anos. Com a maternidade, Kika abriu mão de trabalhar registrada e abriu sua própria empresa para ficar mais próxima do filho. “O José é meu companheiro de riscos na lousa branca e flipchart e o Alessandro é o meu parceiro de vida e nos negócios. É meu maior incentivador e amigo. Ele é o amor da minha vida. Quero envelhecer ao lado dele”.
O próximo sonho a ser realizado, segundo Kika, é voltar para Fernando de Noronha e renovar os laços matrimoniais junto com o pequeno José.

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