Dieta restritiva x compulsão alimentar: uma linha muito tênue

Existe uma linha tênue entre o cuidado com a alimentação e o transtorno alimentar. É comum se iludir achando que ficará com o corpo da top Candice Swanepoel ou da modelo fitness Bella Falconi apenas “fechando a boca e cortando carboidratos, açúcar e afins da alimentação”. Mas não é tão simples assim

Escrito por: Vida Fit3 min de leitura
fundo_placeholder-023136
divulgacao_vidafit_1

É preciso estar atento para não perder o bom senso

Reprodução/Vida Fit

Existe uma linha tênue entre o cuidado com a alimentação e o transtorno alimentar. É comum se iludir achando que vai ficar com o corpo da top Candice Swanepoel ou da modelo fitness Bella Falconi apenas “fechando a boca e cortando carboidratos, açúcar e afins da alimentação”.  Não é tão simples assim. Existem vários fatores envolvidos – desde biótipo, necessidades nutricionais, funcionamento metabólico e hormonal, composição corporal, até sua disponibilidade e empenho pra ter a dieta delas – isso sem falar nos “aditivos” que existem nos bastidores de um corpo sarado.

“As pessoas entraram numa busca incessante pelo ‘corpo perfeito’. Um dos recursos mais utilizados por muitas delas são as dietas restritivas, ou seja, adesão a uma alimentação em poucas quantidades e horas sem se alimentar. Desta forma as pessoas acham que vão emagrecer. Sim, elas até conseguem emagrecer, porém de uma forma totalmente errada: além de passar fome, o organismo entra em estresse metabólico”, comenta a nutricionista Soraya Ibrahim, especializada em nutrição esportiva.

Soraya explica que, quando uma pessoa já tem um determinado hábito alimentar, o organismo já está acostumado aquela forma de se alimentar e, quando isso é interrompido bruscamente, o organismo não consegue reconhecer o que está acontecendo, já que a quantidade de comida foi diminuída drasticamente. O indivíduo consegue fazer uma dieta restritiva por um determinado período apenas, algo em torno de 1 semana a 1 mês aproximadamente. Após este período, o organismo, sentindo a falta desta energia proveniente dos alimentos, precisa compensar de alguma forma. Então, a pessoa começa a voltar aos hábitos antigos, como comer em excesso. E é aqui onde o efeito rebote acontece e os quilinhos perdidos são recuperados, muitas vezes em dobro.

Outro ponto comum nessas dietas é a criação de um ciclo vicioso e permanente. Essas dietas acabam ocasionando ansiedade e estresse, o que leva o indivíduo a ter episódios de compulsão alimentar, que por sua vez leva a um alívio e sensação de prazer momentâneo e de curtíssima duração. Logo em seguida vem uma culpa muito grande por ter comido o ‘alimento proibido’ – ou ‘alimentos que engordam’, gerando um comportamento compensatório que é voltar a restrição alimentar. “Isso gera um estresse físico e mental muito grande”, salienta a nutricionista.

Quer emagrecer, perder gordura corporal? Quer ganhar massa, definir? Quer ficar gigante-monstro ou ter corpo de panicat? Não tem mistério: dieta balanceada e adaptada aos seus objetivos, necessidades nutricionais, rotina, entre outros fatores – além de treinos e descanso, lógico.

A nutricionista dá algumas dicas:

– Sentiu muita vontade de comer doces? Substitua o chocolate ao leite pelo meio amargo ou 70% cacau. Quanto mais cacau, menos gordura.
– Sugestões de sobremesa ou lanche da tarde: banana com canela e chocolate em pó ou farinha de aveia com fruta e lascas de chocolate ou salada de frutas ou vitamina.
– No frio, muitas pessoas necessitam comer alimentos quentes, mas às vezes acabam consumindo massas com molhos mais gordurosos e param de consumir legumes e verduras. Opte por sopa de legumes. Na salada, inclua legumes cozidos. Se sentir vontade de comer massa, inclua legumes e faça um molho menos gorduroso como o vermelho.

Os profissionais de Nutrição existem para ajudar nessa jornada, que nem sempre é fácil e tampouco imediata, mas que também não é impossível. Consulte um nutricionista de confiança, siga uma linha adequada ao seu estilo de vida e boa sorte!

Publicado em:

Posts Relacionados