Digão (PSDB): ‘Prefeito tem se aproximado mais da Câmara’

Em janeiro, Digão disse que Ortiz (PSDB) não tinha diálogo com a Câmara

Escrito por: Rodrigo Ribeiro4 min de leitura
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Digão (PSDB): ‘Prefeito tem se aproximado um pouco mais da Câmara’

Divulgação

Rodrigo Luis Silva “Digão” (PSDB) nasceu em abril de 1976, na cidade de São Paulo e é casado com Adriana Moretto Silva, com quem tem os filhos Gabriel e Bianca. Mudou-se para Taubaté em 1982, quando seu pai foi transferido para a unidade da Alstom na cidade.

É técnico em Prótese pelo Colégio Técnico José Alfredo Balbi, profissão que exerceu no Consultório Odontológico Abaeté e é graduado em Jornalismo pela Unitau (Universidade de Taubaté). Atualmente é vereador em Taubaté.

Em entrevista ao Meon, em janeiro deste ano, logo quando assumiu a presidência da Câmara de Taubaté para 2015, Digão afirmou que o prefeito Ortiz Júnior, também peessedebista, não tinha diálogo com a Câmara. No Política: Fala aí! de hoje, você vai saber um pouco mais do mandato do parlamentar e como está a relação entre o Executivo e Legislativo.

Como você avalia essa primeira parte (antes do recesso legislativo) do seu mandato como presidente da Câmara e o que pretende fazer no restante do ano?
Por ser minha primeira vez como presidente, o desafio é grande. Acredito que estou tendo o respeito dos vereadores e eles também têm contribuído com ideias e sugestões. Sabemos a dificuldade que é administrar uma casa com dinheiro público. Mas temos feito algumas coisas nesse ano como, por exemplo, a acessibilidade na Câmara, melhorando o acesso a portadores de qualquer deficiência. Temos também a Câmara sustentável, onde iniciamos a captação de água de chuva, reciclagem, evitando, por exemplo, desperdício de copo plástico, hoje cada servidor tem uma caneca. No segundo semestre, vamos implantar um sistema online, para diminuir os gastos com impressão de papel e deixar os documentos o mais online possível.

Como está a relação da Câmara com o prefeito?
O prefeito tem visto que a Câmara está ajudando e tem se aproximado um pouco mais nesse sentido também. O prefeito colocou uma pessoa da confiança aqui na Câmara para fazer o intercâmbio nesse relacionamento com o Legislativo e isso também tem ajudado.

E  como está sua relação com o prefeito? Em entrevista anterior ao Meon, você havia revelado que não teve apoio de Ortiz -ambos são do mesmo partido- na eleição para a presidência da Câmara.
Nunca tive problemas com o prefeito. Temos divergências de opiniões. Sempre tive respeito por ele e acredito que ele também tenha por mim. Mas sabemos separar as coisas, quando é algo bom para a cidade. Mantemos nosso posicionamento coerente para ajudar a população, mas é lógico que tem coisas que acredito que não são importantes, que não trazem benefícios para a população e, nesse sentido, temos nossa opinião para votar com a nossa consciência.

Por que a Câmara unificou as duas sessões que aconteciam na semana?
No passado, aprovamos um projeto para dividir a sessão em dois dias, em um horário à tarde e outro à noite, para que a população pudesse acompanhar aqui da Câmara. Mas percebemos que infelizmente a população não vai às sessões, que ficam sempre vazias. Com isso, acabamos tendo despesas com funcionários e horas extras. Então, unificamos as duas sessões em um único dia, com início às 14h e término previsto para as 19h. Desta forma, evitamos despesas e, automaticamente, sobra um dia a mais para os vereadores realizarem outros trabalhos no Legislativo.

No próximo ano teremos eleições para vereador e prefeito. Vai se recandidatar ao cargo ou pretende outro, como prefeito, por exemplo?
Vamos discutir com o partido e buscar o melhor para Taubaté. A princípio, serei candidato a vereador, mas ainda não definimos nada para a próxima eleição. Eu me coloco à disposição do partido.

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