Agressões e égua atolada mobilizam polícia e bombeiros em S. José
Era para ser somente um acerto de contas normal pela hospedagem de uma égua em um haras na zona norte de São José dos Campos, mas a liberação do animal acabou virando caso de polícia e mobilizou cerca de 10 policiais militares e bombeiros.


Veterinário do haras e bombeiro tentam resgatar a égua atolada em uma vala
Pedro Ivo Prates/Meon
Era para ser somente um acerto de contas normal pela hospedagem de uma égua no Haras Tao Equestre, na zona norte de São José dos Campos, mas a liberação do animal acabou virando caso de polícia e mobilizou cerca de 10 policiais militares e bombeiros.
Segundo o responsável pelo haras, um cliente do estabelecimento foi convidado a retirar sua égua do local por falta de pagamento. Na última sexta-feira (12), o homem teria feito parte do pagamento e se comprometeu a efetuar o restante na segunda-feira (15), quando retiraria o animal. Entretanto, apareceu de surpresa neste domingo (14) e quis fazer a retirada mesmo sem a presença ou autorização do responsável pelo haras.
Ainda segundo o responsável, ele foi surpreendido ao ser chamado para ir ao haras neste domingo para autorizar a liberação do animal. Lá, ele constatou que a égua havia caído numa vala e estava atolada na lama, mobilizando os funcionários para o salvamento do animal que necessitou, inclusive, do apoio de um trator.
O proprietário da égua, acompanhado da mulher e do filho, alegam não terem sido informados dessa situação e que teriam esperado por mais de quatro horas, por isso acionaram a polícia. Uma viatura foi deslocada ao local e dois policiais militares questionaram a administração sobre o caso.
Agressão e salvamento
Ao saberem que o animal estava atolado dentro da vala, os proprietários entraram em pânico e acusaram os administradores do haras de negligência. Os PMs foram ao local e constataram que seria necessário um trator ou veículo para retirar o animal daquela situação. Assim, acionaram o Corpo de Bombeiros.
Em meio à discussão e troca de acusações, o homem responsável pelo haras foi verificar o que aconteceu com o trator, quando teria sido agredido pelo proprietário do animal. Ao cair, ficou ferido ao bater com a cabeça em uma pedra.
Os bombeiros acionaram o comando do Copom e nova viatura foi deslocada para o local. Enquanto bombeiros, PMs, funcionários do haras e a família de proprietários trabalhavam no resgate da égua, o responsável pelo haras registrava queixa de agressão contra o proprietário do animal. Os policiais acionaram o resgate para cuidar dos ferimentos e, assim, a quarta viatura chegou ao local. No total, duas viaturas da Polícia Militar, duas viaturas do Corpo de Bombeiros e uma viatura da Polícia Ambiental foram deslocadas de suas atribuições para atender o caso.
Depois de mais de uma hora de exaustivas tentativas, a égua foi resgatada, mas as discussões e troca de acusações continuaram.
O filho de um tratador, menor de idade, também teria sido agredido pelos proprietários do animal. O dono da égua acusa o responsável pelo haras de ter se ferido propositadamente para acusá-lo. O responsável pelo haras registrou queixa de lesão corporal. Em meio a essa confusão, todos foram encaminhados ao primeiro DP para registro da ocorrência.
O haras informou que deu toda a assistência para o salvamento do animal, com acompanhamento de um veterinário e mais seu corpo de funcionários, e lamentou o ocorrido.
O proprietário do animal não quis dar entrevista nem se identificar para a reportagem, mas acusa o haras de ter provocado a situação, negando o acesso para o salvamento da égua.
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