Dólar fecha em alta com atenuação de temor com Trump

O dólar fechou em alta nesta quarta-feira, 9, com alguma distância frente às máximas no dia, diante da perspectiva de uma transição presidencial mais tranquila que a esperada nos Estados Unidos. No mercado à vista, o dólar negociado no balcão fechou em alta de 1,57%, aos R$ 3,2232. De acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa, o…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
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O dólar fechou em alta nesta quarta-feira, 9, com alguma distância frente às máximas no dia, diante da perspectiva de uma transição presidencial mais tranquila que a esperada nos Estados Unidos. No mercado à vista, o dólar negociado no balcão fechou em alta de 1,57%, aos R$ 3,2232. De acordo com dados registrados na clearing da BM&F Bovespa, o volume de negócios somou US$ 1,009 bilhão. No segmento futuro, a contrato para dezembro encerrou com elevação de 1,43%, aos R$ 3,2335, com giro de US$ 21,313 bilhões.

No começo do dia, as moedas de economias emergentes, principalmente o peso mexicano, foram duramente impactadas pela surpreendente eleição de Donald Trump. Por aqui, o dólar chegou à máxima intraday de R$ 3,2476 (+2,34%) no mercado à vista, enquanto o dólar futuro para dezembro tocou R$ 3,2690 (+2,54%).

A alta só não foi maior porque, em seu primeiro discurso como presidente eleito, Trump adotou tom conciliatório, que foi reforçado, mais tarde, pela candidata derrotada Hillary Clinton e pelo atual chefe de Estado, Barack Obama. Nas mínimas, o dólar à vista chegou aos R$ 3,1986 (+0,80%) e o futuro para dezembro atingiu R$ 3,2175 (+0,93%). Apesar dessa aparente aproximação, a chegada de Trump à Casa Branca ainda traz preocupações para o mercado e os especialistas não descartam novos momentos de tensão.

A perspectiva de volatilidade alta na sessão de hoje levou o Banco Central a cancelar pela manhã o leilão de swap reverso desta quarta-feira, que corresponde a uma compra de moeda no mercado futuro. Já após o fechamento do pregão, o Banco Central disse que fará uma pausa nos seus leilões diários de swap cambiais reversos, inclusive amanhã, para acompanhar e avaliar as atuais condições de mercado.

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