Dólar recua, pressionado por movimento de correção

O dólar fechou no menor patamar da sessão, nesta terça-feira, 28, à medida que os investidores promoveram ajustes após os ganhos acentuados registrados ontem em reação à vitória da presidente Dilma Rousseff nas eleições. As taxas de juros futuras também recuaram na sessão, em sintonia com a queda do dólar e afetadas pela cautela na véspera da…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
fundo_placeholder-023136

O dólar fechou no menor patamar da sessão, nesta terça-feira, 28, à medida que os investidores promoveram ajustes após os ganhos acentuados registrados ontem em reação à vitória da presidente Dilma Rousseff nas eleições. As taxas de juros futuras também recuaram na sessão, em sintonia com a queda do dólar e afetadas pela cautela na véspera da decisão de política monetária do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

No fim da sessão, o dólar à vista registrou baixa de 2,14%, a R$ 2,4720, na cotação mínima da sessão. O volume de negócios totalizava US$ 1,276 bilhão até as 16h30. No mercado futuro, o dólar para novembro recuava 2,02%, para R$ 2,4755.

Os agentes financeiros operaram na expectativa pela definição de quem comandará o Ministério da Fazenda e por anúncios de medidas prometidas pela presidente para estimular a economia. Especula-se no mercado que o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o ex-secretário executivo da Fazenda, Nelson Barbosa, e o presidente do Bradesco, Luis Carlos Trabuco, estariam entre as opções estudadas para a Pasta.

Em entrevistas concedidas ontem à noite, Dilma evitou falar de nomes para o novo governo. Em contrapartida, ela afirmou que vai anunciar até o fim do ano medidas para transformar e melhorar o crescimento econômico, dando início às reformas necessárias ao País já em novembro.

A diretora-gerente de ratings soberanos da Standard & Poor’s, Lisa Schineller, disse hoje com exclusividade ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que, mais do que conhecer o novo ministro da Fazenda e a nova equipe econômica do próximo governo de Dilma, será importante ver os sinais sobre as políticas que serão adotadas nos próximos anos e a efetiva execução dessas políticas. “O fator-chave é saber as políticas que estão por vir”, afirmou.

Pela manhã, o Banco Central vendeu os 4 mil contratos de swap cambial ofertados na operação diária, para dois vencimentos, num total de US$ 197,7 milhões, e depois vendeu os 8 mil contratos de swap cambial ofertados na operação de rolagem de títulos que vencem em 3 de novembro de 2014. O valor total da operação foi de US$ 393,2 milhões.

Publicado em:

Posts Relacionados