Dom Damasceno avalia ter feito um bom mandato à frente da CNBB
Novo presidente será eleito na 53ª Assembleia Geral, que começa nesta quarta (15)


Cardeal Dom Raymundo Damasceno encerra mandato à frente da CNBB
Divulgação
Começa nesta quarta-feira (15), em Aparecida, a 53ª Assembleia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Nesta edição, os bispos devem escolher um novo conselho e presidente para o órgão.
Na manhã desta terça-feira (14), o cardeal dom Raymundo Damasceno, atual presidente da CNBB, avaliou os quatro últimos anos à frente da comunidade dos bispos no Brasil e contou alguns detalhes de como devem acontecer as eleições.
Segundo ele, muitos foram os pontos positivos das ações desenvolvidas, em especial a visita do Papa Francisco a Aparecida e a realização da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em 2013.
Dom Damasceno destacou ainda as reflexões acerca dos temas das últimas Campanhas da Fraternidade e a ação junto à presidência da República, onde foram tratados assuntos de grande interesse da Igreja e da sociedade.
“O próprio debate com os presidenciáveis em Aparecida, realizado em setembro de 2014 pela CNBB foi de muita importância. Os presidenciáveis reconheceram a necessidade deste diálogo com a sociedade, tanto que todos se fizeram presentes”, explica o cardeal.
Eleições
Neste ano, durante a assembleia, os bispos vão ter a missão de eleger a nova presidência da entidade (composta pelo presidente, vice e secretário-geral); os presidentes das doze comissões episcopais pastorais; além de delegados da CNBB para o Celam (Conselho Episcopal Latino Americano) e para a XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, marcada para outubro deste ano, no Vaticano.
A novidade anunciada para esta eleição e que deve agilizar muito o processo é que a votação desta vez será eletrônica. “Cada bispo receberá uma espécie de título de eleitor em formato de cartão, com um número, que possibilitará a votação e facilitará a apuração dos votos”, explica dom Damasceno.
Todos os bispos podem votar e serem votados, com exceção dos eméritos, que têm direito ao voto mas não podem ser votados.
Assembleia
A 53ª Assembleia Geral (AG), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acontece até o dia 24 de abril; seu principal propósito deste ano é a atualização das DGAE (Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil).
As atuais DGAE contêm cinco urgências para a ação evangelizadora que devem ser revistas: Igreja em estado permanente de missão; Igreja: casa da iniciação à vida cristã; Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastoral; Igreja: comunidade de comunidades; e Igreja a serviço da vida plena para todos.
O encontro anual do episcopado brasileiro reúne mais de 450 bispos, entre cardeais, arcebispos, bispos auxiliares e eméritos, além dos que fazem parte das igrejas de Rito Oriental. No total, serão 274 circunscrições eclesiásticas representadas (entre dioceses, arquidioceses, prelazias e outras divisões administrativas).
Dom Leonardo Ulrich Steiner, bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da CNBB, avalia a assembleia geral como momento de comunhão, de encontro, de alegria e de celebração da Igreja no Brasil. “A assembleia é um momento extraordinário para nós bispos. Essa troca de ideias, essa troca de afeto colegial. Imagina todos nós podermos celebrar juntos a Eucaristia? Todas as Igrejas particulares ali presentes na figura do bispo. Isso é extraordinário!”, conclui.
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