Dois são presos por sequestro e estupro de estudante em Lorena
Universidades cobram PM e prefeitura por mais segurança


Avenida Peixoto de Castro em Lorena, local onde a estudante foi sequestrada
Reprodução/Google Earth
Dois homens, suspeitos de estarem envolvidos no estupro de uma jovem de 24 anos, foram presos nesta semana em Lorena. De acordo com a Polícia Civil, as investigações ainda não foram concluídas e mais pessoas ainda podem ser presas.
Segundo o depoimento da própria vítima, ela teria sido abordada por três homens em um carro preto depois da aula, por volta das 22h30 do último dia 8, enquanto caminhava para um ponto de ônibus na avenida Peixoto de Castro.
Os homens a sequestraram e só a libertaram depois de algumas horas, em outro bairro da cidade, onde foi encontrada desacordada, sem parte das roupas e com um objeto introduzido em suas genitálias.
A brutalidade do crime chocou a comunidade estudantil e universidades de Lorena, que já algum tempo têm reivindicado mais segurança para as imediações das instituições.
Mudanças
Nesta segunda-feira (13), universitários de pelo menos três universidades de Lorena procuraram a Polícia Militar e a prefeitura para pedir que novas medidas de segurança sejam tomadas.
Nesta terça-feira (14), foi a vez da direção das universidades se reunirem com o capitão Elton Luiz Ribeiro, Secretário de Segurança de Lorena. Segundo a direção da Fatea, uma das que participaram do encontro, foram reforçados os pedidos feitos há mais de um ano pelas instituições.
“Sempre pedimos atuação mais efetiva da polícia. Pedimos ainda para melhorar a iluminação pública da avenida e para considerarem a mudança no local dos pontos de ônibus. Depois de tantas ocorrências, tem empresa de ônibus que nem para mais aqui perto da universidade. Agora, do portão para dentro, já tomamos as providências cabíveis”, explica Luciene Alvareli, assistente de direção da Fatea.
A direção das outras universidades, USP e Unisal, que também ficam no perímetro considerado inseguro, afirmaram que cobram há muito tempo uma solução da Polícia Militar e da Prefeitura de Lorena, sem resposta.
“Não temos poupado esforços para garantir a integridade dos alunos desde que os assaltos a universitários intensificaram-se em meados de 2014. Ressaltamos ainda que no mesmo período, a direção da universidade esteve reunida com a Secretaria de Segurança e com a Polícia Militar de Lorena. Na ocasião, foi solicitado maior patrulhamento nas ruas próximas à instituição e o complexo teve sua iluminação externa reforçada. Além disso, dentro da universidade, os estudantes são orientados sobre o problema e os funcionários passam por treinamento sobre como agir em ocorrências do tipo”, esclarece a Unisal em nota.
Somadas, as três universidades possuem mais de 9 mil estudantes, divididos em três períodos.
Outro lado
Procurados pelo Meon, até o fechamento desta reportagem, nem a Prefeitura de Lorena, nem a Polícia Militar haviam se manifestado sobre as reivindicações.
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