“É difícil ver que a guarda municipal deu uma pisada de bola”, diz inspetor

Inspetor está na corporação desde o início de sua criação em São José

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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Guardas municipais de São José passando por treinamento de tiro

Divulgação/PMSJC

“É muito difícil ver que a guarda municipal deu uma pisada de bola”, afirma o inspetor Eduardo dos Reis, que está na corporação de São José dos Campos desde a sua criação em 1988. “Temos um critério muito bom, fazemos com segurança pra mim e para o cidadão. Pra nós só interessa se a pessoa estiver realmente em flagrante ou ameaçando alguém, o policial ou patrimônio”, diz.

Segundo Reis, desde sua implantação, muita coisa mudou na guarda municipal. “Quando foi criada, foi empregada na comunidade, nos Nudecs (postos na comunidade), fazíamos atendimento a população local, o policial andava no bairro. Depois foi para o calçadão, mercado municipal, em relação a segurança trabalhávamos mais na mobilidade”, conta.

“Em 1993, tivemos um chefe tenente, Francisco Jesus da Paes, e ele já veio de outras guardas, principalmente de São Paulo, e com a ideia de fazer policiamento. Ele era tenente da PM, já veio com essa vontade de mudar, tornar mais eficiente, com isso empregou naquela época, algumas viaturas, grupos específicos para atendimento na rua, ao público e de socorro em geral”, lembra Reis.

Antigamente, a guarda civil municipal fazia atendimentos em geral, como para casos de mau súbito, acidentes em residências e até de trânsito, caso o Corpo de Bombeiros e PM, não pudessem fazê-los. Atualmente, a guarda não faz esse tipo de trabalho.

De acordo com Reis, o ano de 1997 foi um divisor de águas para a guarda municipal. “Apesar de ser criada fardada e armada, a guarda foi ser armada só em 1997. Precisávamos ter um forma de se defender nas ocorrências e o primeiro lote de armas foi comprado nesse ano. Aí mudou de vez”, conta.

“Antes disso, quando víamos alguma atividade suspeita nos centros comunitários, praças, etc, monitorávamos e fazíamos o contato com a polícia. Com as armas, fardado, armado, com  viatura e recebendo treinamento especifico para trabalho na rua, começamos a fazer abordagem de flagrante delito ou atividade suspeita”, explica.

“Hoje, já somos vistos com o poder de polícia. Já existe o decreto do mês de agosto de 2014 e ainda faltam alguns detalhes. Mas foi um salto de 1997 para hoje”, diz Reis. No ano passado, a presidente Dilma Rousseff, sancionou a Lei 13.022, que prevê poder de polícia às Guardas Municipais.

Segundo Reis, a guarda vem recebendo treinamento rotineiramente, para condicionamento físico, operação dos equipamentos -devido a atualização das tecnologias. Mas a principal dificuldade da corporação atualmente está na renovação e manutenção da frota e do efetivo. “Guardas vão se aposentando, na maior parte é por tempo de serviço e a manutenção desse efetivo é critério importante”

De acordo com a prefeitura, a guarda civil municipal tem um efetivo com de mais de 300 guardas, entre homens e mulheres.

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