#HeróiPET: crianças internadas em São José recebem cães para terapia

Os animais são utilizados como complemento no tratamento na pediatria

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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Os animais são utilizados como complemento no tratamento na pediatria

Charles de Moura/PMSJC

Todas as tardes de sexta-feira, as crianças que estão internadas na ala pediátrica do Hospital Municipal de São José dos Campos estão recebendo uma vista ilustre: cães. O projeto Meu Cão Amigo foi implantado pela direção do hospital de maneira experimental e agora, faz parte da rotina do HM e dos pacientes.

Trata-se de uma modalidade de terapia assistida que utiliza a presença de animais domésticos como complemento no tratamento na pediatria. A iniciativa é da equipe de humanização do hospital que apostou na ideia para deixar o ambiente mais leve e alegre, ajudando assim no tratamento das crianças.

Atualmente, três cães fazem parte do projeto. Belinha é da raça Maltês e extremamente dócil. A cachorrinha é da filha do gerente de segurança e transporte do HM, Antonio Silva Júnior, que também integra a comissão de humanização do hospital.Os outros dois cães são a labradora Bruna e a pastora alemã Fraya. As duas são da SVCPA (Sociedade Valeparaibana de Cães Pastores Alemães), parceira do projeto.

A psicopedagoga, Verônica Lessa Mendes Júlio, explica que o projeto é inspirado em uma iniciativa do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, que permite que os pacientes recebam visita de seus animais de estimação.

“Adaptamos o projeto para nossa realidade e encontramos cães adestrados e dóceis, que não tinham problema no contato com crianças e estão em boas condições higiênicas e vacinados. Esses animais receberam até um crachá. Afinal, são uma espécie de funcionários voluntários do hospital, com a missão de levar mais alegria às crianças internadas”, diz Verônica.

Segundo a coordenadora de enfermagem do HM, Renata Mantovani, embora o hospital ainda não consiga atestar o benefício da terapia com cães, por conta do pouco tempo de implantação, há estudos baseados em iniciativas semelhantes comprovando que o contato com os animais contribui para a diminuição do tempo de internação.

Para Renata, o projeto foi muito bem aceito pelos pacientes, pais e por toda a equipe de profissionais. “Criança quando brinca não sofre, não chora. O objetivo é isso: chamar a atenção da criança para uma outra coisa que não seja aquilo que ela está vivenciando, aquele momento de dor, de tristeza. O resultado disso, só pode ser positivo”, comenta.

A primeira regra do projeto é a criança querer e gostar de cachorro, além de não ter medo. A segunda é não ter restrição médica ao contato, como crianças alérgicas ou com problemas respiratórios, por exemplo, e os pais precisam autorizar. Só então a criança recebe a visita.

Histórico
A utilização de animais em ambientes hospitalares ocorre com frequência em hospitais nos Estados Unidos, há várias décadas. No Brasil, o método foi introduzido em 1997, pela veterinária e psicóloga Hannelore Zucks.

O objetivo da terapia é ajudar os pacientes a realizar atividades lúdicas que estimulam o equilíbrio, a fala, a expressão dos sentimentos, a imaginação e o autoconhecimento, utilizando o cão como mediador de todo o processo.

Estudos demonstram que, no ambiente hospitalar, o contato com os animais diminui a ansiedade e favorece o equilíbrio emocional, além de estimular a socialização entre os pacientes, familiares e profissionais de saúde.

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