#HeróiPET: crianças internadas em São José recebem cães para terapia
Os animais são utilizados como complemento no tratamento na pediatria


Os animais são utilizados como complemento no tratamento na pediatria
Charles de Moura/PMSJC
Todas as tardes de sexta-feira, as crianças que estão internadas na ala pediátrica do Hospital Municipal de São José dos Campos estão recebendo uma vista ilustre: cães. O projeto Meu Cão Amigo foi implantado pela direção do hospital de maneira experimental e agora, faz parte da rotina do HM e dos pacientes.
Trata-se de uma modalidade de terapia assistida que utiliza a presença de animais domésticos como complemento no tratamento na pediatria. A iniciativa é da equipe de humanização do hospital que apostou na ideia para deixar o ambiente mais leve e alegre, ajudando assim no tratamento das crianças.
Atualmente, três cães fazem parte do projeto. Belinha é da raça Maltês e extremamente dócil. A cachorrinha é da filha do gerente de segurança e transporte do HM, Antonio Silva Júnior, que também integra a comissão de humanização do hospital.Os outros dois cães são a labradora Bruna e a pastora alemã Fraya. As duas são da SVCPA (Sociedade Valeparaibana de Cães Pastores Alemães), parceira do projeto.
A psicopedagoga, Verônica Lessa Mendes Júlio, explica que o projeto é inspirado em uma iniciativa do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, que permite que os pacientes recebam visita de seus animais de estimação.
“Adaptamos o projeto para nossa realidade e encontramos cães adestrados e dóceis, que não tinham problema no contato com crianças e estão em boas condições higiênicas e vacinados. Esses animais receberam até um crachá. Afinal, são uma espécie de funcionários voluntários do hospital, com a missão de levar mais alegria às crianças internadas”, diz Verônica.
Segundo a coordenadora de enfermagem do HM, Renata Mantovani, embora o hospital ainda não consiga atestar o benefício da terapia com cães, por conta do pouco tempo de implantação, há estudos baseados em iniciativas semelhantes comprovando que o contato com os animais contribui para a diminuição do tempo de internação.
Para Renata, o projeto foi muito bem aceito pelos pacientes, pais e por toda a equipe de profissionais. “Criança quando brinca não sofre, não chora. O objetivo é isso: chamar a atenção da criança para uma outra coisa que não seja aquilo que ela está vivenciando, aquele momento de dor, de tristeza. O resultado disso, só pode ser positivo”, comenta.
A primeira regra do projeto é a criança querer e gostar de cachorro, além de não ter medo. A segunda é não ter restrição médica ao contato, como crianças alérgicas ou com problemas respiratórios, por exemplo, e os pais precisam autorizar. Só então a criança recebe a visita.
Histórico
A utilização de animais em ambientes hospitalares ocorre com frequência em hospitais nos Estados Unidos, há várias décadas. No Brasil, o método foi introduzido em 1997, pela veterinária e psicóloga Hannelore Zucks.
O objetivo da terapia é ajudar os pacientes a realizar atividades lúdicas que estimulam o equilíbrio, a fala, a expressão dos sentimentos, a imaginação e o autoconhecimento, utilizando o cão como mediador de todo o processo.
Estudos demonstram que, no ambiente hospitalar, o contato com os animais diminui a ansiedade e favorece o equilíbrio emocional, além de estimular a socialização entre os pacientes, familiares e profissionais de saúde.
Posts Relacionados

Chuvas em setembro aumenta em 30% o serviço de tapa-buracos

HM recebe classificação A+ da Sociedade Brasileira de Ortopedia

Sete procurados pela Justiça são capturados em menos de seis horas no Vale do Paraíba
