Eleições 2026: Renan Calheiros, Ciro Nogueira e Gleisi Hoffmann são derrotados para o Senado
Resultado das urnas também impõe derrotas a aliados de Davi Alcolumbre e Hugo Motta em disputas estaduais

As eleições de 2026 deixaram importantes lideranças políticas fora do Senado Federal a partir de 2027. Entre os nomes derrotados nas urnas estão Renan Calheiros (MDB), Ciro Nogueira (PP), Gleisi Hoffmann (PT), Randolfe Rodrigues (PT) e Esperidião Amin (PP).
O resultado do primeiro turno também atingiu aliados de duas das principais autoridades do Congresso: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos).
Ao mesmo tempo, o PL ampliou sua presença no Senado e elegeu 19 das 54 cadeiras que estavam em disputa neste ano.
Renan Calheiros deixa o Senado após 32 anos
Em Alagoas, uma das derrotas de maior repercussão foi a de Renan Calheiros. O senador, que ocupava uma cadeira na Casa havia 32 anos e buscava o quinto mandato consecutivo, não conseguiu se reeleger.
As duas vagas de Alagoas ficaram com Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB).
A derrota também afetou a família Calheiros na disputa pelo governo estadual. Renan Filho (MDB), atual governador de Alagoas, perdeu a eleição para JHC (PSDB).
Ciro Nogueira também não consegue reeleição
No Piauí, Ciro Nogueira (PP) ficou fora do Senado após não conseguir renovar o mandato.
O ex-ministro da Casa Civil e presidente nacional do Progressistas terminou atrás de Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), que conquistaram as duas vagas destinadas ao estado.
Com a derrota, Ciro Nogueira deixará o Senado após 16 anos de atuação parlamentar.
Gleisi Hoffmann fica fora do Senado no Paraná
No Paraná, Gleisi Hoffmann (PT) não conseguiu retornar ao Senado. A petista terminou a disputa na quarta colocação.
As vagas foram conquistadas por Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo).
Gleisi já havia ocupado uma cadeira no Senado entre 2011 e 2014. Também foi presidente nacional do PT, ministra da Casa Civil durante o governo Dilma Rousseff e ministra das Relações Institucionais no terceiro mandato de Lula.
Outro nome do PT derrotado foi Randolfe Rodrigues, senador pelo Amapá desde 2011 e líder do governo no Congresso. Ele não conseguiu conquistar o terceiro mandato. As vagas ficaram com Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD).
Esperidião Amin perde vaga em Santa Catarina
Em Santa Catarina, Esperidião Amin (PP) também não conseguiu se eleger.
Com uma trajetória de décadas na política catarinense, Amin já foi governador, prefeito de Florianópolis, deputado federal e senador, além de ter disputado a Presidência da República em 1994.
As duas vagas ao Senado ficaram com Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, ambos do PL.
Aliados de Alcolumbre e Motta também são derrotados
As eleições também representaram derrotas políticas para aliados de importantes integrantes da cúpula do Congresso.
No Amapá, o governador Clécio Luís (União Brasil), aliado de Davi Alcolumbre, não conseguiu a reeleição. Ele foi derrotado por Dr. Furlan (PSD).
Na Paraíba, Nabor Wanderley (Republicanos), pai do presidente da Câmara, Hugo Motta, perdeu a disputa pelo Senado. João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB) conquistaram as duas vagas.
Os resultados ocorreram nas disputas estaduais e não alteram diretamente os mandatos atuais de Alcolumbre e Motta, mas representam mudanças no cenário político de suas respectivas bases eleitorais.
PL amplia espaço no Senado
Enquanto nomes tradicionais perderam espaço, o PL foi o partido que mais elegeu senadores no primeiro turno.
A legenda conquistou 19 das 54 cadeiras em disputa. O resultado amplia a presença do partido no Senado a partir de 2027 e muda a composição política da Casa.
A nova configuração do Senado será definida após a conclusão do segundo turno das eleições para os governos estaduais e da disputa presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
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